A greve dos caminhoneiros não aconteceu nesta quinta-feira, 4 de dezembro. A paralisação, que teve como um dos líderes o representante da União Brasileira dos Caminhoneiros, Chicão Caminhoneiro, foi protocolada por meio de um ofício no Palácio do Planalto.
Apesar de a manifestação ter sido planejada de forma pacífica, com respeito às leis, ao direito de ir e vir das pessoas e ao trânsito das vias, o Pé na Estrada não identificou qualquer movimento de paralisação, assim como não houve registros nos departamentos policiais até o momento.
Caminhoneiros não estão aderindo a pautas políticas
Segundo posts publicados em suas redes sociais, Chorão afirma que a greve não tinha cunho político, mas sim a intenção de lutar pelas dores dos caminhoneiros. Ele recebeu apoio do desembargador aposentado Sebastião Coelho nas redes sociais e também para protocolar o ofício na Presidência da República.
No documento, as reivindicações eram: estabilidade contratual do caminhoneiro; garantia do cumprimento das leis; reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas; e aposentadoria especial após 25 anos de trabalho comprovados com recolhimento ou documento fiscal emitido.
Apesar de contar com alguns apoiadores na internet, incluindo caminhoneiros, e o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Ourinhos (Sindicam-SP), representado por Francisco Burgardt, também envolvido no movimento, o ato não era bem aceito pela comunidade do transporte.
Nas redes sociais, muitos caminhoneiros afirmaram não acreditar que a pauta envolviam falta de infraestrutura ou valorização por parte do Estado e da sociedade, pois o movimento surgia em um momento politicamente oportuno.

Com isso, quem é da estrada não está mais aderindo a pautas políticas disfarçadas de apoio à categoria. A advogada Fran Curce, que representa caminhoneiros em todo o país, disse que a classe estava sendo usada para outros interesses. Segundo ela, a greve é um recurso legítimo para garantir direitos; no entanto, essa paralisação não vinha em defesa dos motoristas.
Apoio do Pé na Estrada aos caminhoneiros
O Pé na Estrada nasceu com o intuito de mostrar à sociedade o valor do caminhoneiro e conhece bem as carências da categoria, que são muitas. Na última grande greve, em 2018, o programa esteve presente como imprensa para retratar os pedidos da classe, que impulsionaram aquela paralisação até que o governo tomasse conhecimento da situação.
Já neste ano, o programa buscou respostas para a falta de motoristas no país e ouviu de transportadores e especialistas que o quadro pode entrar em colapso. Entre os motivos, já conhecidos, estão a baixa remuneração e as condições de trabalho.
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Filha de caminhoneiro, recém-formada em jornalismo, resolveu usar a comunicação para manter a classe bem informada e, com isso, formar novas gerações de motoristas profissionais cada vez melhores para o futuro do país.