quinta-feira, janeiro 15, 2026

São Paulo lidera ranking de rodovias, mas gargalos elevam custo operacional do transporte em 14,6%

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As rodovias de São Paulo lideram o ranking das dez melhores do país em 2025. Apesar dos números positivos, a pesquisa aponta que as condições do pavimento no estado geram um aumento de 14,6% no custo operacional do transporte.

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou, em dezembro de 2025, a 28ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias. Nesta edição, foram avaliados 114.197 quilômetros em todas as Unidades da Federação. O estudo tem como objetivo levantar a infraestrutura rodoviária do país e analisar as condições de suas principais características, como pavimento, sinalização, geometria da via e pontos críticos.

 

Análise das rodovias paulistas

No estado de São Paulo, foram analisados 10.970 quilômetros, o que representa 9,6% do total pesquisado no Brasil. De acordo com os parâmetros da pesquisa, o estado geral das rodovias paulistas foi classificado da seguinte forma: 49,4% ótimo, 27,7% bom, 22,1% regular, 0,7% ruim e 0,1% péssimo.

Em contraponto aos bons resultados, a CNT estima que seriam necessários R$ 5,74 bilhões em investimentos para a recuperação das rodovias paulistas, considerando ações emergenciais de reconstrução e restauração.

 

Rodovia ruim aumenta consumo de diesel

O estudo também revela que, em 2025, houve um consumo excessivo estimado de 62,4 milhões de litros de diesel devido à má qualidade do pavimento em trechos da malha rodoviária do estado. Esse desperdício resultou em um prejuízo de R$ 359,19 milhões aos transportadores e na emissão de 165,14 mil toneladas de gases de efeito estufa na atmosfera.

Para o presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), Carlos Panzan, os números evidenciam como a má qualidade do pavimento impacta diretamente os custos operacionais do transporte rodoviário. Segundo ele, o consumo excessivo de diesel não representa apenas um prejuízo financeiro significativo para as empresas, mas também um retrocesso ambiental, com aumento expressivo na emissão de gases de efeito estufa.

Apesar dos desafios, a FETCESP avalia o cenário como positivo, uma vez que o estado de São Paulo contabilizou apenas 24 pontos críticos, entre os 2.146 registrados em todo o Brasil.

O estado de São Paulo, em conjunto com a iniciativa privada, vem promovendo uma série de concessões rodoviárias, o que tem refletido na melhoria da qualidade das estradas. A pesquisa mostra que sete das melhores rodovias do Brasil estão em São Paulo, sendo seis sob concessão privada:

  • 1º lugar – SP-270 (Raposo Tavares) / BR-267 / BR-374 – Trecho de Presidente Epitácio a Ourinhos

  • 3º lugar – SP-348 (Rodovia dos Bandeirantes) – Cordeirópolis

  • 4º lugar – SP-225 (Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros/Engenheiro Paulo Nilo Romano) / BR-369 – Trecho de Itirapina a Santa Cruz do Rio Pardo

  • 5º lugar – SP-320 (Rodovia Euclides da Cunha) – Trecho de Rubinéia a Mirassol (pública)

  • 7º lugar – SP-070 (Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto) – Trecho de Taubaté a Guarulhos

  • 8º lugar – SP-021 (Rodoanel) – Trecho de Arujá a São Paulo

  • 9º lugar – SP-270 (Raposo Tavares) / BR-272 / BR-373 – Trecho de São Paulo a Itapetininga

Queda de mais de 60% nas rodovias péssimas, mas prejuízo ainda é elevado

A pesquisa aponta que o percentual de rodovias concedidas classificadas como ruins ou péssimas caiu 61,6% de 2024 para 2025. Ainda assim, o prejuízo ao transportador que circula pela malha rodoviária brasileira chega a cerca de R$ 7,2 bilhões.

Segundo o levantamento, 37,9% da extensão pesquisada (43.301 km) está em condições ótimas ou boas. Em 2024, o percentual era de 33,0% (36.814 km), um avanço de quase 5 pontos percentuais. Já os trechos classificados como ruins ou péssimos recuaram de 26,6% (29.776 km) para 19,1% (21.804 km), uma redução de 7,5 pontos percentuais. A categoria regular manteve proporção semelhante, passando de 40,4% (45.263 km) em 2024 para 43,0% (49.092 km) em 2025.

 

Veja também: As piores e as melhores rodovias do Brasil em 2025

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