quinta-feira, janeiro 15, 2026

Crédito de R$ 6 bilhões para renovação de frota vai chegar ao caminhoneiro autônomo?

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O Governo Federal destinou um crédito de R$ 6 bilhões para apoiar a renovação de frota de caminhões, mas a grande questão é se esse financiamento vai, de fato, chegar ao caminhoneiro autônomo. Para tratar do tema, Pedro Trucão recebeu nesta semana, no programa transmitido pela Rádio Massa, Wallison Landin, conhecido como Chorão, para entender melhor como a proposta pode impactar o setor.

Um dos líderes dos caminhoneiros e presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Chorão esteve em Brasília para discutir a Medida Provisória n.º 1.328, que agora se tornou a Lei n.º 15.298. Além disso, ele destacou pontos importantes que os profissionais autônomos precisam analisar antes de se envolverem em um financiamento neste momento.

 

Crédito para renovação de frota vai chegar ao caminhoneiro autônomo?

A proposta do Governo é disponibilizar essa linha de crédito para a aquisição de caminhões novos e seminovos, beneficiando transportadoras, frotistas e cooperativas ligadas ao transporte rodoviário de cargas. Além do transportador autônomo, o mais afetado pela dificuldade de adquirir um caminhão mais novo.

A Medida Provisória n.º 1.328, publicada no Diário Oficial da União em 16 de dezembro, regulamenta o crédito financiado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), com valor máximo de financiamento de até R$ 50 milhões por mutuário.

Já a Lei n.º 15.298, aprovada no dia 22 de dezembro, estabelece o uso do recurso sob a supervisão do Ministério da Fazenda. Segundo o texto da lei, o crédito atenderá pessoas físicas e jurídicas de direito privado interessadas na compra de caminhões, em operação de alcance nacional.

Chorão, que participou das reuniões sobre a pauta em Brasília, afirmou ao Pé na Estrada que propôs a divisão do crédito da seguinte forma: R$ 3 bilhões para os transportadores autônomos, R$ 2 bilhões para cooperativas e R$ 1 bilhão para transportadoras.

Para ele, o direcionamento da maior parte dos recursos ao autônomo é uma forma de garantir que o setor seja beneficiado, já que, em outros programas semelhantes, esses profissionais foram os menos favorecidos. Chorão também aponta que o caminhoneiro autônomo enfrenta maior dificuldade para obter financiamento tradicional, justamente por ter menor limite de crédito no mercado.

 

Compensa o autônomo aproveitar o programa para entrar em um financiamento?

Chorão reconhece as dificuldades enfrentadas pelo caminhoneiro autônomo, como o frete baixo e a redução de trabalho, que variam conforme o tipo de caminhão. Por isso, ele pede cautela na análise desse tipo de proposta.

“O transportador autônomo hoje, que tem seu caminhão quitado, não vai querer vender o veículo para assumir uma parcela de R$ 8 mil, R$ 10 mil ou R$ 12 mil em um caminhão novo, dentro de um financiamento normal de até 60 meses. A ideia que estou propondo ao Governo é que consigamos fazer a renovação com prazo maior para o autônomo, de até 120 parcelas para pagar o caminhão novo”, afirma Chorão.

Ele complementa que o autônomo deve ter calma e aguardar as próximas decisões do Governo sobre a ampliação do prazo de financiamento. Para Chorão, o setor atravessa um momento difícil, com pouco serviço disponível. Ainda assim, ele vê a proposta de crédito com bons olhos e espera avanços nas condições de prazo e pagamento para os caminhoneiros.

 

Veja também: Caminhões se mostram o setor com pior desempenho nas vendas de veículos

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