quarta-feira, janeiro 28, 2026

Governo quer popularizar CNH e acabar com CFC

CNHGoverno quer popularizar CNH e acabar com CFC

O governo, por meio do Ministério dos Transportes, quer popularizar a CNH e acabar com a obrigatoriedade do CFC.

A justificativa é que a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) está muito ligada ao primeiro emprego.

Governo quer popularizar CNH e acabar com CFC

Por isso, o governo argumenta que o valor da aquisição da permissão passa facilmente R$ 3 mil.

Ou seja, sendo inacessível para cerca de 40 milhões de brasileiros em idade legal para dirigir.

Portanto, esse cenário pode mudar se o projeto do Ministério dos Transportes, que prevê suspender a obrigatoriedade dos motoristas frequentarem o Centro de Formação de Condutores (CFC), entrar em vigor.

A regra só vale para obter a CNH nas categorias A (motocicletas) e B (veículos de passeio).

Como será o exame da CNH se o CFC acabar?

“É importante destacar que as autoescolas seguirão oferecendo as aulas e que a exigência de aprovação nas provas teórica e prática dos Detrans será mantida”, explica o ministro dos Transportes, Renan Filho.

Ou seja, o novo modelo pode reduzir o custo em até 80%, principalmente com a eliminação das aulas obrigatórias. 

Quando a regra passa a valer? 

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentará o projeto por resolução, assim que ele for aprovado.

A medida se inspira em práticas adotadas em países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Japão, Paraguai e Uruguai.

Quem precisa de CNH e que talvez não precise do CFC?

Para se ter uma ideia, 45% dos proprietários de motocicletas e outros veículos de duas rodas, pilotam sem possuir CNH.

Já na categoria B, 39% dos proprietários de veículos de passeio dirigem sem habilitação.

Na proposta, as aulas, que tem de ser em 20 horas-aula, passarão a ser opcionais e sem exigência de carga mínima.

Ainda, o candidato poderá contratar um CFC ou um instrutor autônomo credenciado nos Detrans.

O projeto, que já foi concluído pelo Ministério dos Transportes, agora aguarda a aprovação da Casa Civil do executivo.

Veja os prós e contras do projeto do Ministério dos Transportes

O lado positivo do projeto está na inclusão social e na redução de barreiras, uma vez que a proposta democratiza o acesso à CHN, especialmente para brasileiros de baixa renda que hoje não conseguem arcar com os custos elevados do processo.

Ao permitir uma formação mais flexível, inclusive com instrutores autônomos, e manter os exames obrigatórios, o projeto preserva critérios mínimos de segurança enquanto remove barreiras financeiras e burocráticas, ampliando o acesso ao mercado de trabalho e à mobilidade individual.

Já o lado negativo está no risco de formação desigual e na perda de controle de qualidade. Ou seja, com a flexibilização da obrigatoriedade de frequentar autoescolas, há risco de que parte dos candidatos não receba uma formação prática adequada, especialmente em aspectos como direção defensiva, primeiros socorros e convivência no trânsito urbano.

Isso pode gerar diferenças significativas no preparo técnico e na consciência de risco, o que, a longo prazo, pode impactar a segurança viária, especialmente se os exames não forem suficientemente exigentes.

Retrato da Habilitação no Brasil relata custos para aquisição da primeira CNH
Retrato da Habilitação no Brasil relata custos para aquisição da primeira CNH

 

1 COMENTÁRIO

  1. Pessoal, vamos ser sincero! Mesmo que você pague um CFC, jamais terá uma estrutura dedicada à sua pessoa, pois como é muita gente para as autoescola ensinar, o aprendiz não usufrui de um tempo necessário para assimilação. O mais eficiente é aprender em casa ou com um professor contratado especificamente para isso.

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