quarta-feira, janeiro 28, 2026

Greve dos caminhoneiros deve acontecer amanhã?

ManifestaçõesGreve dos caminhoneiros deve acontecer amanhã?

Há movimentos nas redes sociais indicando uma possível greve dos caminhoneiros para amanhã, dia 4 de dezembro. No entanto, algumas entidades afirmam desconhecer qualquer mobilização. Influenciadores digitais alegam que a paralisação será realizada para cobrar melhorias para a categoria, como melhores condições de trabalho e valorização dos profissionais.

Outros dizem que o pedido de greve tem interesses políticos e que não representa as reais demandas da categoria. A última grande greve nacional dos caminhoneiros ocorreu em 2018, motivada principalmente pela alta do diesel, mas que também trouxe à tona reivindicações antigas dos profissionais.

 

Incertezas sobre a greve dos caminhoneiros

O caminhoneiro Daniel Souza, influenciador digital com quase 100 mil seguidores no TikTok e um dos líderes da greve de 2018, disse ao portal Metrópoles que a possível paralisação não tem relação com política, e sim com a precariedade enfrentada pelos motoristas.

Ele aponta que os principais pleitos incluem: maior estabilidade contratual, garantia do cumprimento das leis, reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas. Além da aposentadoria especial após 25 anos de trabalho, comprovados por recolhimento ou documento fiscal emitido.

Outro vídeo que circula no Instagram, com mais de 3 milhões de visualizações, é do influenciador e caminhoneiro Mano Dutra. Ele afirma que a pauta está se misturando com outros interesses e que os caminhoneiros não devem servir de “boi de piranha”, mas sim lutar pelas próprias necessidades.

Segundo o portal Metrópoles, o desembargador aposentado Sebastião Coelho e o representante da União Brasileira dos Caminhoneiros, Chicão Caminhoneiro, anunciaram que vão protocolar uma ação para legalizar a paralisação geral da categoria. A iniciativa busca trazer segurança jurídica ao movimento.

A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que reúne nove federações e 104 sindicatos, afirmou ao portal Transporte Moderno que “não tem conhecimento sobre o movimento”. A entidade, uma das vozes mais representativas dos autônomos, reforça que nenhuma sinalização formal de mobilização foi apresentada por suas bases.

Já a Associação Nacional dos Transportadores de Cargas do Brasil (ANTC), que trabalha com assessoria para motoristas autônomos e frotistas para assegurar o cumprimento das leis, disse ao Pé na Estrada que também desconhece a paralisação prevista para amanhã (4).

 

Greve em 2018 e falta de motoristas 

Ao longo de 20 anos, o Programa Pé na Estrada acompanhou diversas dificuldades enfrentadas pelos caminhoneiros. Entre elas, a falta de infraestrutura nas rodovias, longas horas de espera em embarcadores e desembarcadores, fretes defasados, como outras queixas.

A última grande greve ocorreu em 2018 e durou 10 dias. Apesar do impacto significativo na sociedade e na economia na época, que incluiu desabastecimento de insumos básicos, a desvalorização e a falta de reconhecimento da categoria continuaram mesmo após o fim da paralisação.

E um grande problema dessa situação é a falta de motorista que o mercado enfrenta hoje, tema que vem sendo debatido há muito tempo pelo Programa e que pode levar a um “apagão logístico” em breve, segundo alguns especialistas. 

 

Veja também: Chegou a hora de discutir o Piso Mínimo de Frete: ANTT abre Audiência Pública

1 COMENTÁRIO

  1. greve só manobras para esses cara dos sindicatos junior Zé bobão ou trovão são outros Chicão ladrão bobalhão vagabundo cê querem fazer greve comprem caminhão seus babaca aí tranque as br

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Inscreva-se nos nossos informativos

Você pode gostar
posts relacionados