A Prefeitura de São Paulo anunciou que vai suspender o rodízio municipal de veículos entre 22 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, período em que o fluxo de carros costuma diminuir. A decisão foi publicada no Diário Oficial do município.
Rodízio volta a vigorar no dia 12 de janeiro de 2026
As restrições para veículos pesados (caminhões) seguem inalteradas, assim como as regras da Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) e da Zona de Máxima Restrição ao Fretamento (ZMRF).
A Operação Horário de Pico — nome oficial do rodízio municipal — restringe a circulação de veículos no Centro Expandido das 7h às 10h e das 17h às 20h. O limite envolve o chamado Minianel Viário, formado pelas marginais Tietê e Pinheiros, avenidas dos Bandeirantes e Afonso D’Escragnolle Taunay, Complexo Viário Maria Maluf, avenidas Tancredo Neves e Juntas Provisórias, Viaduto Grande São Paulo e avenidas Professor Luís Inácio de Anhaia Melo e Salim Farah Maluf.
A prefeitura reforçou que trafegar em locais e horários proibidos configura infração média, com multa de R$ 130,16 e acréscimo de 4 pontos na CNH.
Por que existe o rodízio de veículos em São Paulo
O rodízio municipal de veículos foi criado para reduzir congestionamentos e melhorar a qualidade do ar na capital paulista. A medida surgiu no fim dos anos 1990, quando São Paulo enfrentava níveis críticos de trânsito e de poluição. A prefeitura adotou o sistema para controlar o excesso de carros em circulação, especialmente nos horários de pico.
O objetivo era retirar parte da frota das ruas diariamente, usando o final da placa para definir a restrição. Com isso, a cidade conseguiria aliviar o tráfego no Centro Expandido, reduzir emissões de poluentes e estimular o uso do transporte coletivo e de alternativas como caronas e táxis.
Mesmo com novas obras viárias e mais opções de mobilidade, o rodízio permanece em vigor. A frota de São Paulo continua crescendo e os picos de congestionamento seguem entre os maiores do país. Segundo a prefeitura, limitar a circulação de 20% dos veículos por dia ainda é uma das formas mais eficazes de manter o trânsito estável e contribuir para metas ambientais.
Como funciona a restrição para caminhões?
A restrição para caminhões em São Paulo segue regras próprias e não funciona pelo final da placa, como ocorre no rodízio de automóveis. Enquanto o rodízio visa reduzir o trânsito nos horários de pico retirando parte da frota do Centro Expandido, as limitações para caminhões têm foco logístico e de segurança viária, já que veículos pesados ocupam mais espaço, circulam mais lentamente e impactam mais o fluxo.
A principal regra é a Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC), que define horários e regiões da cidade onde a circulação desses veículos é proibida de segunda a sábado.
A área engloba bairros centrais e vias estratégicas, onde o tráfego intenso torna a presença de caminhões mais crítica. Além disso, a Zona de Máxima Restrição ao Fretamento (ZMRF) estabelece limites específicos para ônibus fretados, não para caminhões, mas integra o mesmo sistema de organização da mobilidade.
Por isso, mesmo quando a prefeitura suspende o rodízio de veículos leves — como ocorre tradicionalmente no fim do ano — as restrições para caminhões continuam valendo normalmente.
A separação entre os dois sistemas existe porque eles têm objetivos diferentes: o rodízio reduz congestionamentos em horários específicos, enquanto as regras para caminhões organizam a circulação de veículos pesados para evitar impactos maiores no trânsito e nas operações urbanas.

Jornalista especializado em veículos e apaixonado por motores desde criança. Começou a carreira em 2000, como repórter, nas revistas Carro e Motociclismo. Atuou por mais de 10 anos em assessorias de imprensa ligadas ao mundo motor. Foi editor do Portal WebMotors e repórter do Estado de S.Paulo. Hoje, trabalha como repórter e editor no Portal Pé na Estrada.