O mês de outubro teve uma leve recuperação de 0,5% na produção de caminhões em relação a setembro, mas o resultado não altera o quadro geral de quedas do setor. No segmento de pesados, a análise mês a mês costuma ter pouca relevância diante da comparação com o mesmo período do ano anterior e com o acumulado anual.
O balanço é da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que manteve suas projeções para o encerramento de 2025 e para 2026.
Produção, Vendas e Exportações de caminhões – Outubro de 2025
O setor de caminhões vem enfrentando um período prolongado de retração. Apesar do leve avanço mensal, a comparação com outubro de 2024 mostra uma queda de 31,3%.
A produção passou de 14,8 mil unidades em outubro de 2024 para 10,2 mil veículos no mesmo mês deste ano.
As vendas seguiram a mesma tendência negativa, com recuo de 12,7%. Em outubro do ano passado, a indústria emplacou 12,2 mil unidades, ante 10,7 mil neste ano.
O único segmento que apresentou desempenho positivo foi o de exportações, com alta de 9,2% na comparação anual. O total exportado passou de 2,1 mil caminhões em outubro de 2024 para 2,3 mil veículos em outubro de 2025.
Quedas no acumulado era o esperado
No acumulado de janeiro a outubro, a produção de caminhões caiu 7,3%, passando de 117,4 mil unidades em 2024 para 108,8 mil em 2025.
As vendas também recuaram 8,3%, totalizando 94,7 mil unidades no período, contra 103,3 mil no mesmo intervalo do ano anterior.
Por outro lado, as exportações continuam em alta, com avanço expressivo de 73%. O volume subiu de 13,9 mil caminhões em 2024 para 24 mil unidades neste ano.
Anfavea diz que não mudará suas projeções
Segundo a Anfavea, os caminhões continuam impedindo um melhor resultado dos números gerais de produção. O volume que deixou de ser produzido nos últimos três meses equivale a um mês inteiro de produção, em tempos de normalidade. A questão dos financiamentos, portanto, segue prejudicando fortemente o mercado de caminhões e o seu ritmo produtivo.
Portanto, a Associação não pretende revisar seus números para o final de 2025 e nem as projeções para 2026, já que o mercado não deva reagir tão cedo. A expectativa é que o próximo ainda seja difícil e deva ter uma pequena melhora nos primeiros meses, mas como no setor de pesados os frutos demoram a serem colhidos, é possível que o fôlego venha após 6 ou 9 meses, sendo um ano perdido também para alguns avaliadores, segundo a Anfavea.
Veja também: Brasil assina acordo que exclui biometano até 2040

Filha de caminhoneiro, recém-formada em jornalismo, resolveu usar a comunicação para manter a classe bem informada e, com isso, formar novas gerações de motoristas profissionais cada vez melhores para o futuro do país.