segunda-feira, fevereiro 9, 2026

Câncer de pele na estrada: veja os cuidados que os motoristas devem ter com o sol

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A pele é o maior órgão do corpo humano. Para o caminhoneiro, que passa todos os dias exposto ao sol — mesmo que de forma indireta —, o risco de desenvolver câncer de pele aumenta caso não haja proteção adequada.

A doença representa cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, sendo o tipo de câncer mais comum, segundo dados do Ministério da Saúde. Mesmo passando grande parte do dia dentro da cabine, com película protetora nos vidros ou estacionado à sombra, os raios ultravioleta podem atingir a pele por meio do reflexo em superfícies como asfalto, lataria de veículos e concreto.

A boa notícia é que, quando descoberta precocemente, a taxa de cura do câncer de pele é superior a 90%. O Pé na Estrada conversou com a dermatologista Dra. Paula Ferreira para entender quais são os sinais de alerta, as formas de prevenção e a importância da consulta anual com um especialista.

 

Tipos de câncer de pele e envelhecimento precoce

A Paula Toco relembra o caso do caminhoneiro Fernando Pitanga, retratado no livro “E se eles sumirem?”, escrito por ela em 2012. A obra narra o diário de bordo da viagem pelo Nordeste e a luta do estradeiro, que acabou perdendo a batalha contra o câncer de pele — uma doença mais comum do que muitos profissionais da estrada imaginam.

Durante a gravação da matéria exibida no programa, foi observado que a maioria dos caminhoneiros ainda não utilizava protetor solar, um hábito que representa risco direto à saúde de quem vive na estrada.

Segundo dados da saúde brasileira, a cada 10 tumores malignos, três são de pele. A exposição solar pode causar efeitos imediatos, como vermelhidão e descamação. Já a exposição acumulada ao longo dos anos pode resultar em problemas mais graves.

De acordo com a Dra. Paula, o câncer de pele pode se manifestar por meio de feridas que não cicatrizam, que surgem e desaparecem, além de coceira, sangramento, alterações na cor da pele ou pintas que aumentam rapidamente de tamanho. A médica avaliou a pele de motoristas que passam o dia com o braço exposto ao sol e constatou que a principal queixa é o ressecamento excessivo e a maior propensão a feridas.

Conforme a especialista, existem dois principais tipos de câncer de pele. Um deles é mais comum e geralmente localizado, caracterizado por feridas. O outro é mais raro e agressivo: o melanoma, que pode se espalhar para outros órgãos e levar à morte.

Para a prevenção, a recomendação é o uso diário de protetor solar, mesmo em dias nublados ou com sol fraco. A quantidade indicada é de meia colher de chá para cada braço e uma colher de chá inteira para rosto e pescoço. Além disso, a consulta anual com um dermatologista é essencial para manter a saúde da pele em dia.

 

Mobil Delvac reforça os cuidados com o câncer de pele

Nesta terça-feira (10), no Posto Graal 56, localizado no km 56 da Rodovia dos Bandeirantes, em Itupeva (SP), a Mobil Delvac promove uma ação de conscientização sobre a prevenção do câncer de pele entre caminhoneiros.

A iniciativa acontece das 10h às 14h, com direito a almoço e distribuição de protetor solar. A equipe do Pé na Estrada estará presente. É uma boa oportunidade para cuidar da saúde e trocar aquele bom papo estradeiro.

Câncer de pele na estrada: veja os cuidados que os estradeiros devem ter com o sol

 

Veja também: As doenças psicológicas que os caminhoneiros enfrentam

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