quarta-feira, setembro 9, 2026

Move Brasil 1 e 2 trouxeram alívio, mas ainda não revertem queda no setor de caminhões

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O setor de caminhões teve um alívio com os programas Move Brasil, tanto na primeira fase, que disponibilizou R$ 10 bilhões em crédito, quanto na segunda, que contou com R$ 21,2 bilhões em recursos, já esgotados em sua grande maioria.

Na avaliação da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), os programas do governo federal ajudaram a amenizar pontualmente as quedas do setor.

A Anfavea revela que, no acumulado do ano, o setor ainda apresenta retração nas vendas. Em janeiro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, os emplacamentos começaram com queda de 31,1%. Em agosto, a retração nas vendas foi de 4,9%.

Move 1 e 2 trouxeram alívio, mas ainda não revertem queda no setor de caminhões

 

Mês de agosto mostra resultados positivos em produção e vendas

Impulsionados pela última fase do programa Move Brasil, os números da produção de caminhões cresceram 16,6%. Em agosto, a indústria produziu 11,8 mil unidades, contra 10,1 mil veículos no mesmo mês do ano passado.

Nos emplacamentos, o resultado também foi positivo, com crescimento de 12,3%. No último mês, o mercado emplacou 10 mil veículos, enquanto, em agosto de 2025, foram 8,9 mil unidades.

No entanto, como vem ocorrendo nos últimos meses, as exportações não alcançam bons resultados. Em agosto, os embarques caíram 20,6%. No mês passado, o mercado enviou 2,2 mil caminhões ao exterior, contra 2,8 mil veículos em agosto de 2025.

 

Caminhões não conseguem se recuperar no acumulado do ano

O acumulado do ano ainda é crítico para o segmento de caminhões. De janeiro a agosto deste ano, a produção caiu 8,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O mercado produziu 80,7 mil unidades até o momento, contra 88,5 mil veículos de janeiro a agosto de 2025.

Como mostrado no começo da matéria, os emplacamentos do setor também apresentam queda no acumulado do ano. De janeiro a agosto, o mercado emplacou 70,7 mil caminhões, contra 74,3 mil unidades no mesmo período do ano anterior.

Os resultados negativos mensais das exportações também se refletem no acumulado, que registra queda de 21%. O mercado enviou 15 mil veículos ao exterior até o momento, contra 19 mil caminhões no mesmo período do ano passado.

 

Emplacamentos de ônibus são os únicos positivos em agosto

A produção de ônibus caiu 28,8% na comparação entre agosto deste ano e o mesmo mês do ano passado. No último mês, a indústria produziu 1.857 veículos, contra 2.607 unidades em agosto de 2025.

O único resultado positivo do setor no mês passado foi registrado nos emplacamentos, que cresceram 17,6%. Em agosto, o mercado emplacou 2.023 unidades, contra 1.720 veículos no mesmo mês de 2025.

Nas exportações, a queda registrada foi de 28,9%. No mês passado, o mercado enviou 494 ônibus para fora do país, contra 695 unidades em agosto de 2025.

 

Acumulado de ônibus também é negativo

A produção acumulada de ônibus fechou agosto com redução de 6,2%. De acordo com a Anfavea, as indústrias produziram 19.918 unidades até o momento, contra 21.243 veículos no mesmo período do ano passado.

Os emplacamentos registraram queda de 7,6%. De janeiro a agosto deste ano, o mercado emplacou 14.544 ônibus, contra 15.736 unidades no mesmo período do ano passado.

Por fim, as exportações de ônibus caíram 30,3%. No acumulado deste ano, o mercado enviou 3.174 unidades ao exterior, contra 4.556 veículos no mesmo período do ano passado.

 

Anfavea se preocupa com as exportações da indústria automotiva

A Anfavea demonstra preocupação com a queda das exportações em diversos segmentos da indústria automotiva, principalmente devido ao avanço da China, inclusive no mercado de caminhões.

Segundo a associação, as exportações do setor automotivo como um todo registraram o segundo mês consecutivo de discreta recuperação. Em agosto, foram embarcadas 39,8 mil unidades, 2,2% a mais que em julho, mas 31,7% abaixo do volume registrado no mesmo mês de 2025.

No acumulado do ano, o recuo chega a 22,9%, em grande parte devido à queda de 36,6% dos embarques para a Argentina. Uruguai e Chile, que recebem cada vez mais veículos da China, também contribuem para o cenário de retração das exportações brasileiras.

Move 1 e 2 trouxeram alívio, mas ainda não revertem queda no setor de caminhões

Veja também: MP que libera crédito para profissionais do transporte inclui transporte escolar

Filha de caminhoneiro, formada em jornalismo, resolveu usar a comunicação para manter a classe bem informada e, com isso, formar novas gerações de motoristas profissionais cada vez melhores para o futuro do país.

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