A Arteris S.A segue como administradora da Autopista Fluminense, BR-101/RJ, com contrato otimizado que estende a concessão por mais 22 anos. Embora o desconto sobre a Tarifa Básica de Pedágio tenha sido de 0,00% e sem concorrentes no leilão, o investimento será de R$10,18 bilhões.
Com isso, o leilão sem concorrentes realizado nesta terça-feira (11), entrega à Arteris a continuação da concessão do trecho de 322,10 quilômetros. A BR-101/RJ conecta a divisa do Rio de Janeiro com o Espírito Santo ao entroncamento com a Ponte Presidente Costa e Silva, em Niterói, atravessando 13 municípios fluminenses estratégicos para a economia nacional.
Rodovia do Petróleo tem contrato repactuado
Entre as melhorias para a Autopista Fluminense estão: 49,5 quilômetros de duplicações e 5,6 quilômetros de variante, além de 52,5 quilômetros de faixas adicionais e 81,6 quilômetros de multivias. Também estão planejadas 14 quilômetros de vias marginais, 12 novas obras de arte especiais (OAE) entre pontes e viadutos, e 39 estruturas que passarão por reforço ou reforma, além de seis alargamentos.
O contrato inclui ainda a implantação de quatro trevos do tipo diamante, quatro trevos parciais e um trevo parcial com rotatória, além de duas interseções direcionais e uma melhoria viária completa. Estão previstas 21 novas passarelas para pedestres, a demolição de cinco estruturas antigas, seis retornos, uma rotatória alongada e 16 novos acessos. O pacote contempla ainda 40 pontos de ônibus e 59,2 quilômetros de ciclofaixas e 1 Pornto de Parada e Descanso, garantindo mais segurança e conforto aos usuários e às comunidades lindeiras.
A rodovia é conhecida por ser um eixo logístico fundamental para a cadeia do petróleo por alcançar uma das principais regiões petrolíferas do Brasil. O trecho liga importantes complexos portuários e industriais, como os portos do Açu e de Macaé. Ela também é fundamental para o acesso à Região dos Lagos, que envolve cidades como Búzios e Cabo Frio.
Lembrando que a indústria do petróleo é um grande motor da economia que responde por cerca de 10% do PIB industrial brasileiro. O país ocupa a 9ª posição no ranking mundial de produção, com uma média de 300 mil barris/dia.
Nesse cenário, o Rio de Janeiro é protagonista: em 2024, as águas fluminenses foram responsáveis por 87% da produção nacional de petróleo.
A rodovia, Autopista Fluminense, é a principal conexão terrestre da Bacia de Campos, conectando três municípios estratégicos – Macaé, Campos dos Goytacazes e São João da Barra – aos portos, bases operacionais e empresas que sustentam grande parte da produção do petróleo brasileiro.

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Filha de caminhoneiro, recém-formada em jornalismo, resolveu usar a comunicação para manter a classe bem informada e, com isso, formar novas gerações de motoristas profissionais cada vez melhores para o futuro do país.