Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizou um Workshop Regulatório de Pesagem em Movimento na Velocidade da Via (HS-WIM).
O HS-WIM (High-Speed Weigh-in-Motion) é uma solução inovadora que permite a pesagem automática de caminhões sem a necessidade de paradas, utilizando sensores instalados no asfalto e câmeras em pórticos.
Testada nas BRs 364 e 365, em Minas Gerais e Goiás, em parceria com a concessionária Ecovias do Cerrado, a tecnologia foi homologada pelo Inmetro.
O modelo elimina filas em postos de pesagem tradicionais, amplia a fiscalização para toda a frota e garante maior segurança viária.
O Pé na Estrada já fez uma reportagem sobre o assunto implementado em uma rodovia paulista.
Primeiros resultados da balança em movimento
Em apenas dois anos de execução, o teste regulatório trouxe avanços equivalentes a duas décadas de esforços anteriores.
Dados preliminares mostram ganhos expressivos, como a identificação de cerca de 10% dos veículos com excesso de peso e a estimativa de redução de até 20% nas emissões de gases de efeito estufa.
Primeiros resultados da balança em movimento
Enquanto um posto de pesagem veicular (PPV) tradicional demanda investimentos de até R$ 25 milhões, a instalação de um sistema HS-WIM tem custo em torno de R$ 10 milhões.
Além da economia inicial, o OPEX (custos operacionais) também é significativamente menor, uma vez que o processo é totalmente automatizado.
Outro ponto é que o HS-WIM permite fiscalizar 100% dos caminhões em circulação, protegendo o pavimento do excesso de carga.
Encerramento da avaliação da balança em movimento
O encerramento do processo de avaliação não representa o fim de um projeto, mas o início de uma nova fase da regulação brasileira.
A iniciativa mostra que tecnologia e fiscalização podem caminhar juntas para promover rodovias mais seguras, modernas e sustentáveis.
Opiniões sobre balança em movimento
O caminhoneiro, José Fagundes, acredita que a iniciativa vai ser melhor para a categoria todo.
Ele confessa que ainda não passou por uma, mas só de não precisar entrar em uma via específica e parar, já ajuda.
No ano passado, o Pé na Estrada recebeu o relato de um motorista que não conseguia acessar a balança, porque ela estava fechada, mas que frequentemente ele recebia multa do radar por conta da fuga.
Para entender o tamanho do descaso, o motorista fez a imagem dele passando pela balança fechada e registrou a chegada da notificação.

Ou seja, mesmo fechada o radar estava multando
“Eles impedem que a gente entre no acesso e acabam jogando a gente para a pista, onde estão os radares e sensores. Todas às vezes que os nossos motoristas passam pelo KM 74 da Castelo Branco, sentido capital, e ficam impedidos de entrar na balança, mesmo com ela fechada, e a multa acaba chegando”, explica o transportador.
Cones impediam a passagem na balança
“A grande questão é que nas imagens os cones colocados impedem que os motoristas passem na área da balança, mesmo com ela fechada ou não. Ou seja, estamos levando multa sem estar infringindo a lei”, finaliza.
Vale dizer que a multa por evasão de balança é grave, com o valor de R$ 195,23 e 5 pontos na carteira.

Bortolanza explica que já entrou em contato com a concessionária e com o DER, mas que nenhuma resposta foi dada sobre o caso.
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Como funciona a balança em movimento?
O funcionamento é simples e preciso. Sensores instalados no asfalto captam a pressão exercida pelos eixos do caminhão no momento da passagem.
Em segundos, o sistema calcula o peso por eixo e o peso bruto total do veículo.
Ao mesmo tempo, câmeras de alta resolução registram a placa e cruzam as informações com bancos de dados, garantindo rastreabilidade.

Jornalista especializado em veículos e apaixonado por motores desde criança. Começou a carreira em 2000, como repórter, nas revistas Carro e Motociclismo. Atuou por mais de 10 anos em assessorias de imprensa ligadas ao mundo motor. Foi editor do Portal WebMotors e repórter do Estado de S.Paulo. Hoje, trabalha como repórter e editor no Portal Pé na Estrada.