A Way Concessões foi a vencedora da Rota Sertaneja, sistema que abrange as rodovias BR-153 e BR-262, entre Goiás e Minas Gerais. Ela foi a companhia que apresentou 24,80% de desconto sobre a tarifa básica de pedágio. O leilão do Ministério dos Transportes e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ocorreu ontem (6) na B3.
A concessão prevê R$ 5,3 bilhões em investimentos e outros R$ 4,9 bilhões em despesas operacionais nos 30 anos de contrato. A Rota Sertaneja compreende 530,6 quilômetros de rodovias federais, entre elas, a BR-153/GO, BR-153/MG e BR-262/MG.
Previsão de obras na Rota Sertaneja
O pacote de obras inclui 42 km de duplicação, 4 km de contornos, 31,8 km de faixas adicionais, mais de 4 km de marginais, entre outras obras.
A nova concessão é fruto da reestruturação dos trechos anteriormente administrados pela Concebra. O primeiro lote, denominado Rota do Zebu, correspondente ao trecho da BR-262/MG, foi leiloado no ano passado, e a Way Concessões assumiu a gestão da nova concessionária.
Rodovias enfrentam desafios de segurança e infraestrutura
As rodovias BR-153 e BR-262 enfrentam sérios problemas de conservação e segurança. Estudos da Confederação Nacional do Transporte (CNT) e de registros de acidentes revelam que essas vias estão entre as mais críticas da malha federal.
A rodovia BR-153 é a mais letal do estado. De acordo com levantamento da CNT, quase 30% das mortes registradas em rodovias federais de Goiás ocorrem nela.
Ultrapassagens e mudanças de mão
Entre as principais causas estão ultrapassagens indevidas, sono ao volante, distrações e a falta de trechos duplicados, o que eleva o risco de colisões frontais.
Apesar de ser estratégica para o escoamento agrícola e o transporte de cargas, grande parte da via ainda opera em pista simples, com sinalização deficiente e trechos que carecem de manutenção constante.
Além disso, a rodovia acumula pontos de congestionamento, especialmente próximos a cidades médias e áreas de entroncamento com a BR-060 e a BR-262, o que aumenta o tempo de viagem e os custos logísticos.
BR-153 em Minas Gerais: tráfego intenso e falhas de sinalização
Já no trecho mineiro, que corta o Triângulo e o Sul do estado, a BR-153 também apresenta alto índice de acidentes, muitos deles agravados por condições climáticas adversas, como neblina e chuva intensa.
A situação não é melhor na BR-262, que liga Belo Horizonte a Uberaba e segue até o Espírito Santo. O pavimento degradado e a falta de sinalização adequada são as principais reclamações de motoristas e transportadores. Trechos entre Araxá e Campos Altos apresentam inúmeros buracos e desníveis, sem operação visível de tapa-buracos, o que aumenta o risco de acidentes e danos a veículos.
Há também registros de erosão e abatimento da pista, que chegou a exigir restrição parcial de tráfego do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Os problemas nesses trechos da BR-153 e da BR-262 refletem o desafio estrutural do país em manter corredores logísticos seguros e eficientes.

Jornalista especializado em veículos e apaixonado por motores desde criança. Começou a carreira em 2000, como repórter, nas revistas Carro e Motociclismo. Atuou por mais de 10 anos em assessorias de imprensa ligadas ao mundo motor. Foi editor do Portal WebMotors e repórter do Estado de S.Paulo. Hoje, trabalha como repórter e editor no Portal Pé na Estrada.
boa tarde preciso do telefone da way tenho vários caminhões caçamba