Existem combinações de conjuntos com cavalo mecânico + implementos que trafegam com certa instabilidade, correndo o risco de tombamentos. O transporte de lenha em grandes gaiolas é um exemplo de combinações longas e altas que têm certas instabilidades nas curvas e em carretas de rodagem simples. O Freio EBS chega para solucionar ou minimizar essas situações.
Com isso, a Knorr-Bremse, empresa especializada em sistemas de freios para pesados, desenvolveu um sistema de frenagem capaz de corrigir a instabilidade desses veículos. O novo sistema iTEBS X que será popularmente conhecido como freio EBS, é a aposta da empresa alemã para caminhões e implementos, confira o que esse sistema traz.
Sistema iTEBS X – Freio EBS
O novo freio EBS é uma tecnologia que pretende melhorar ainda mais o ABS (Anti-lock Braking System), ou seja, o sistema de freio que evita o travamento das rodas e derrapagem do veículo. O freio ABS foi uma revolução no mundo automotivo, pois trouxe mais segurança ao motorista, permitindo o controle da direção do carro enquanto freia.
Essa tecnologia já está presente em alguns caminhões, entretanto, o freio EBS veio para somar nesse sistema com a telemetria. Isso quer dizer que, além do sistema de frenagem que não trava as rodas, o EBS vem com tecnologia que pode calcular peso, altura da carga, velocidade, centro de gravidade, entre outras variáveis e controlar a pressão dos pneus.
Segundo a empresa alemã, se o caminhoneiro está em uma curva com uma velocidade acima da permitida, correndo o risco de tombar para a direita, por exemplo, o sistema é capaz de calcular em segundos as variáveis que causaria esse sinistro e enviar mais pressão nos pneus do lado direito.

Dados de telemetria para o frotista
O freio EBS representa para o segmento dos pesados um controle de estabilidade melhor com a telemetria. A telemetria instalada nesse freio será para calcular e responder à frenagem com mais precisão e segurança. Outra novidade, é oferecer dados ao frotista da condução do motorista ou das condições de transporte.
Um exemplo da Knorr-Bremse é a quebra de eixo, que pode ser uma condução incorreta do caminhoneiro ou de excesso de peso. Conforme a empresa, através desse sistema, o transportador poderá identificar esses problemas com mais precisão e corrigir antes que cause um acidente ou danos ao veículo.
Frenagem inteligente
O freio EBS funciona de forma independente, ou seja, será um módulo instalado por conjunto, se for um bitrem, serão dois módulos, que irá controlar a pressão de cada pneu. Esse sistema é chamado de “frenagem inteligente”, ou seja, só irá frear onde é necessário frear para que o veículo mantenha a estabilidade.
Segundo a Knorr, esse sistema de frenagem já foi lançado na Europa há dois anos e será implementado no Brasil em 2025. Porém, a grande dificuldade do Brasil, segundo a marca, é os veículos não terem suspensão pneumática, o que é a melhor combinação para o EBS.
Na Europa, a suspensão pneumática nos pesados já é quase 100%, enquanto, no Brasil, a suspensão mista ou mecânica representa 85%. Para a marca, essa é a dificuldade do Brasil, porém, diz que está em acordo com as montadoras e a legislação brasileira para as mudanças.
O mercado se mostrou interessado no Freio EBS
A Knorr explicou que as montadoras e as implementadoras estão bastante interessadas na nova tecnologia de frenagem. Para 2025, a produção desse sistema no Brasil será de 90 mil peças e deve seguir esse número anualmente.
A marca também fala da possibilidade da troca de freios para o EBS em frotas mais antigas. Esse processo é chamado de retrofit, que é a retirada do ABS e a instalação do módulo EBS. Para eles, o mercado pode se interessar nessa possibilidade, já que a renovação de frota hoje no Brasil caminha em passos lentos.
A empresa inaugurou o modelo iTEBS X em outubro, e ele já está em produção na fábrica em Itupeva/SP. Esse freio terá 3 versões como Basic, Plus e RSP, segundo a marca, a escolha do modelo dependerá da aplicação e no investimento em segurança que o transportar irá fazer.
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Filha de caminhoneiro, recém-formada em jornalismo, resolveu usar a comunicação para manter a classe bem informada e, com isso, formar novas gerações de motoristas profissionais cada vez melhores para o futuro do país.