quarta-feira, janeiro 28, 2026

Qual o preço do transporte sustentável?

NotíciasQual o preço do transporte sustentável?

A exigência dos embarcadores às transportadoras por veículos sustentáveis tem sido uma tendência marcante. Na semana passada, o Pé na Estrada fez uma reportagem sobre um comboio da Mercedes-Benz que está indo a COP30 com biodiesel renovável. A ideia é mostrar que o produto é viável para o país. Outro movimento neste sentido foi o da Jomed e da Reiter Log, ambos as transportadoras adotaram o biometano na própria garagem para atender a determinados clientes.

A exigência dos embarcadores às transportadoras por veículos limpos tem sido uma tendência marcante. De acordo com um transportador, a formalização das exigências já se inicia nos contratos. “Quero tantos cavalos de biometano ou ‘xis’ cavalos elétricos. Não importa. A conta final é mostrar para o grupo global o quanto a região deixou de emitir, e assim por diante”, explica o executivo. A exigência, por exemplo, pode vir por e-mail, no decorrer do contrato. “E aí, o que você faz? Compra outra carreta? Perde o contrato?”, acrescenta.  

Qual o preço do transporte sustentável?

O diretor de Energia e Transição e Relações Institucionais da Be8, combustível usado nos caminhões Mercedes, Camilo Adas, explicou que o biodiesel 100% renovável já está sendo usado em 32 aplicações diferentes. Ele acrescenta que algumas aplicações envolvem até seis motores.

Mais voltado ao frotista, ele conta que o valor estimado do combustível que não polui é 10% acima do diesel comum. Portanto, com um valor médio em torno de R$ 6,06, segundo dados da Petrobras e da ANP (23), com o acréscimo de 10%, o valor chegaria a R$ 6,67.

Talvez para um autônomo o acelerador fique mais pesado, mas para uma empresa que quer ganhar certificados, o investimento acaba sendo baixo diante de uma eletrificação ou adaptação para outro ciclo.

Quanto custa para carregar um caminhão elétrico?

Para chegar ao valor, o Pé na Estrada considerou o preço médio do kWh (R$ 0,80), segundo a Aneel. O VW e-Delivery, por exemplo, tem bateria de 190 kWh e custa cerca de R$ 152 para uma recarga completa, suficiente para percorrer aproximadamente 250 quilômetros. Isso equivale a um custo de R$ 0,61 por quilômetro rodado.

Já o VW Delivery 11.180 a diesel tem tanque de 150 litros. Com o preço médio do diesel S10 em R$ 6,00, encher o tanque sai por R$ 900. Com consumo de 7,5 km/l (em condições rodoviárias ou de menor carga), a autonomia chega a 1.125 km, o que representa um custo de R$ 0,80 por quilômetro rodado.

Ou seja, considerando apenas o custo de energia, o e-Delivery já mostra vantagem frente ao modelo a diesel, embora este ainda ofereça maior autonomia e rapidez no reabastecimento.

Além disso, os elétricos carregam outros benefícios: menores impostos de circulação, ausência de restrições em zonas de baixa emissão e contribuição direta para a redução da poluição urbana.

Tanto é que 99% dos caminhões e ônibus emplacados são a diesel e os outros, 1%, estão divididos em elétricos, híbridos e a gás. 

O mercado brasileiro está amadurecendo, e o próprio sistema energético do país precisa ser renovado para abrigar a nova tecnologia.

Trasportando alimentos sem emitir poluentes

Na semana retrasada, o Pé na Estrada fez uma matéria para TV sobre o caminho dos alimentos. Na reportagem, conversamos com as pessoas envolvidas no transporte de comidas frescas, para empresas e hospitais. 

No caso da Sodexo, por exemplo, a empresa conversou com a Super Frio para distribuir toda a demanda com VUCs 100% elétricos. Segundo a companhia, o objetivo é neutralizar a pegada de carbono na cidade e contribuir para a meta global da empresa de reduzir em 34% as emissões até o encerramento do ano-fiscal de 2025.

Os três novos veículos elétricos em operação da marca chinesa JAC eliminam a emissão de até 36 toneladas de CO₂ por ano. O modelo iEV1200T é equipado com um motor de 177 cv (130 kW) e 1.200 Nm. Com Peso Bruto Total de 7.500 kg, ele oferece capacidade para transportar até 4.150 kg de carga útil. Sua autonomia média é de cerca de 150 quilômetros por recarga, o que o torna adequado para entregas urbanas e rotas de curta distância.

Segundo a companhia, o modelo oferece redução de R$ 1,32 por quilômetro rodado em relação a veículos similares a combustão. Portanto, a conta continua sendo a mesma. Cada aplicação cabe um motor e cada operação pede um tipo de logística. 

A Reiter Log, empresa de logística, uma das pioneiras em sustentabilidade

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Inscreva-se nos nossos informativos

Você pode gostar
posts relacionados