quarta-feira, janeiro 28, 2026

Veja quando o rodízio de carros será suspenso em São Paulo

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A Prefeitura de São Paulo anunciou que vai suspender o rodízio municipal de veículos entre 22 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026, período em que o fluxo de carros costuma diminuir. A decisão foi publicada no Diário Oficial do município.

Rodízio volta a vigorar no dia 12 de janeiro de 2026

As restrições para veículos pesados (caminhões) seguem inalteradas, assim como as regras da Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC) e da Zona de Máxima Restrição ao Fretamento (ZMRF).

A Operação Horário de Pico — nome oficial do rodízio municipal — restringe a circulação de veículos no Centro Expandido das 7h às 10h e das 17h às 20h. O limite envolve o chamado Minianel Viário, formado pelas marginais Tietê e Pinheiros, avenidas dos Bandeirantes e Afonso D’Escragnolle Taunay, Complexo Viário Maria Maluf, avenidas Tancredo Neves e Juntas Provisórias, Viaduto Grande São Paulo e avenidas Professor Luís Inácio de Anhaia Melo e Salim Farah Maluf.

A prefeitura reforçou que trafegar em locais e horários proibidos configura infração média, com multa de R$ 130,16 e acréscimo de 4 pontos na CNH.

Por que existe o rodízio de veículos em São Paulo

O rodízio municipal de veículos foi criado para reduzir congestionamentos e melhorar a qualidade do ar na capital paulista. A medida surgiu no fim dos anos 1990, quando São Paulo enfrentava níveis críticos de trânsito e de poluição. A prefeitura adotou o sistema para controlar o excesso de carros em circulação, especialmente nos horários de pico.

O objetivo era retirar parte da frota das ruas diariamente, usando o final da placa para definir a restrição. Com isso, a cidade conseguiria aliviar o tráfego no Centro Expandido, reduzir emissões de poluentes e estimular o uso do transporte coletivo e de alternativas como caronas e táxis.

Mesmo com novas obras viárias e mais opções de mobilidade, o rodízio permanece em vigor. A frota de São Paulo continua crescendo e os picos de congestionamento seguem entre os maiores do país. Segundo a prefeitura, limitar a circulação de 20% dos veículos por dia ainda é uma das formas mais eficazes de manter o trânsito estável e contribuir para metas ambientais.

Como funciona a restrição para caminhões?

A restrição para caminhões em São Paulo segue regras próprias e não funciona pelo final da placa, como ocorre no rodízio de automóveis. Enquanto o rodízio visa reduzir o trânsito nos horários de pico retirando parte da frota do Centro Expandido, as limitações para caminhões têm foco logístico e de segurança viária, já que veículos pesados ocupam mais espaço, circulam mais lentamente e impactam mais o fluxo.

A principal regra é a Zona de Máxima Restrição à Circulação de Caminhões (ZMRC), que define horários e regiões da cidade onde a circulação desses veículos é proibida de segunda a sábado.

A área engloba bairros centrais e vias estratégicas, onde o tráfego intenso torna a presença de caminhões mais crítica. Além disso, a Zona de Máxima Restrição ao Fretamento (ZMRF) estabelece limites específicos para ônibus fretados, não para caminhões, mas integra o mesmo sistema de organização da mobilidade.

Por isso, mesmo quando a prefeitura suspende o rodízio de veículos leves — como ocorre tradicionalmente no fim do ano — as restrições para caminhões continuam valendo normalmente.

A separação entre os dois sistemas existe porque eles têm objetivos diferentes: o rodízio reduz congestionamentos em horários específicos, enquanto as regras para caminhões organizam a circulação de veículos pesados para evitar impactos maiores no trânsito e nas operações urbanas.

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