A indústria de caminhões registrou queda de 14,4% na produção entre janeiro e junho de 2026. Diante desse desempenho, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revisou suas projeções e passou a prever uma retração de 6% na produção ao fim do ano. Até junho, foram produzidos 56,8 mil caminhões, frente aos 66,4 mil fabricados no mesmo período de 2025.
O cenário é mais favorável nos emplacamentos, já que junho apresentou resultado positivo impulsionado pelo programa Move Brasil 2. No entanto, no acumulado do ano, o mercado ainda registra retração. A diferença é que a intensidade da queda vem diminuindo, indicando uma recuperação gradual, embora o desempenho permaneça negativo.
Mês positivo nas vendas de caminhões é impulsionado pelos emplacamentos de pesados
Na comparação entre junho de 2026 e o mesmo mês de 2025, a produção de caminhões caiu 3,5%. No mês passado, a indústria produziu 10,9 mil veículos, contra 11,3 mil caminhões em junho do ano passado.
Já as vendas tiveram desempenho positivo, com alta de 14,7%. Em junho, foram emplacados 9,8 mil caminhões, frente aos 8,5 mil registrados no mesmo mês de 2025. Foi o primeiro mês de 2026 em que os emplacamentos superaram os volumes registrados no mesmo período do ano anterior.

As exportações também seguiram em queda, com recuo de 17,5%. No mês passado, o mercado enviou 2,1 mil caminhões ao exterior, contra 2,5 mil em junho de 2025.
Queda dos emplacamentos perde força no acumulado do ano
No relatório da Anfavea, o acumulado de vendas de caminhões registra queda de 10,5%. Entre janeiro e junho deste ano, o mercado emplacou 49 mil unidades, frente às 54,7 mil do mesmo período de 2025. Apesar do resultado negativo, a retração perdeu intensidade ao longo dos meses. No início do ano, o mercado acumulava queda de 31,5%.
As exportações acumulam retração de 16,2%. Até o momento, o mercado enviou 11,3 mil caminhões ao exterior, em comparação com as 13,4 mil unidades exportadas entre janeiro e junho de 2025.
Anfavea prevê produzir 143,2 mil caminhões em 2026
Como citado no início desta matéria, a Anfavea revisou para baixo sua projeção para a produção de caminhões. No começo do ano, a entidade estimava fabricar 154,4 mil unidades em 2026, o que representaria um crescimento de 1,4% em relação a 2025. Agora, a expectativa para o fechamento do ano é de queda de 6% na produção.

Nos emplacamentos, a revisão também passou a indicar retração de 6%. Já para as exportações, a Anfavea reduziu sua projeção para uma queda de 11,1%.
Segundo a associação que representa as montadoras, os recursos destinados às empresas por meio do Move Brasil 2 se esgotaram rapidamente. A Anfavea afirma que ainda restam cerca de R$ 1,4 bilhão reservados aos caminhoneiros autônomos, mas muitos deles enfrentam dificuldades para acessar o crédito. Nesse ritmo, os recursos podem se esgotar em cerca de 90 dias.
Apesar dos programas de incentivo à renovação da frota, não há conversas com o Governo Federal sobre a criação de um Move Brasil 3. Por isso, a Anfavea não espera uma melhora significativa no mercado de caminhões nos próximos meses, embora reconheça que a Fenatran, no fim do ano, deverá impulsionar os negócios e refletir nos resultados de 2027.
Na revisão do cenário econômico, a expectativa para a taxa Selic também foi alterada. A projeção anterior, que previa o encerramento do ano em 12,25%, foi substituída pela expectativa de manutenção da taxa em 14%. Já a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB), com base em dados do Itaú BBA, passou a indicar crescimento de 2,1%.

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Filha de caminhoneiro, recém-formada em jornalismo, resolveu usar a comunicação para manter a classe bem informada e, com isso, formar novas gerações de motoristas profissionais cada vez melhores para o futuro do país.