Na próxima semana, o Senado deve analisar a Medida Provisória (MP) 1.344/2026, que abre crédito extraordinário de R$ 10 bilhões no Orçamento de 2026 para subsidiar parte do preço do diesel, afetado pelos conflitos no Oriente Médio. A medida perde a validade em 16 de julho.
Aprovada sem alterações pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira (8), a MP utiliza recursos do superávit financeiro de 2025 para custear a subvenção ao diesel até 31 de dezembro de 2026. Os recursos serão destinados à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), responsável por repassar os valores aos produtores e importadores de óleo diesel, conforme as regras previstas nas MPs 1.340/2026 e 1.349/2026.
MP 1.344 garante recursos para manter subsídio ao diesel
A MP 1.349/2026 instituiu um subsídio para reduzir o impacto do preço de importação do óleo diesel rodoviário. A medida também permitiu a adesão facultativa de estados e do Distrito Federal e buscou minimizar os efeitos do conflito no Golfo Pérsico sobre o abastecimento de combustíveis no Brasil.
Antes dela, a MP 1.340/2026 já havia criado um subsídio menor, em vigor desde 12 de março. Após o agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, o governo editou a MP 1.349/2026, em abril, ampliando o benefício por meio do Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis.
Entre 12 de março e 6 de abril — um dia antes da edição da MP 1.349/2026 — produtores e importadores de óleo diesel que aderiram ao programa receberam ressarcimento de R$ 0,32 por litro produzido ou importado. Com a edição da MP 1.349/2026, o subsídio passou para R$ 1,20 por litro do diesel importado. O governo manterá o benefício até esgotar os R$ 10 bilhões previstos na MP 1.344/2026 ou até 31 de dezembro de 2026, o que ocorrer primeiro.
A MP 1.340/2026 perdeu a validade em 9 de julho. Já a MP 1.349/2026 ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional e permanece válida até 20 de agosto.
Ataques continuam apesar de cessar-fogo
Embora Estados Unidos e Irã tenham anunciado um cessar-fogo em junho, ataques recentes a navios cargueiros no Estreito de Ormuz voltaram a elevar a tensão na região. Os novos confrontos colocam em dúvida a continuidade do acordo e das negociações sobre o programa nuclear iraniano. Isso também voltou a pressionar os preços internacionais do petróleo nos últimos dias.
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Filha de caminhoneiro, recém-formada em jornalismo, resolveu usar a comunicação para manter a classe bem informada e, com isso, formar novas gerações de motoristas profissionais cada vez melhores para o futuro do país.