As manifestações dos caminhoneiros, que começaram à 0h de ontem (13), concentradas principalmente no Porto de Santos, na região da Alemoa, devem continuar até que o Senado Federal tome uma decisão sobre a Medida Provisória do Frete. Segundo comunicado da Autoridade Portuária de Santos (APS), as operações seguem normalmente, sem impactos provocados pelo protesto.
Conforme informações do portal Poder360, o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta segunda-feira que o Palácio do Planalto costurou um acordo para alterar os trechos sobre o piso salarial e a anistia aos caminhoneiros na Medida Provisória nº 1.343/2026, conhecida como MP do Frete.
A declaração aconteceu após uma reunião entre governo e oposição motivada pela greve dos caminhoneiros.
“Vou comunicar sobre esse acordo agora ao presidente [do Senado] Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e a nossa expectativa é colocar a MP em apreciação amanhã. A deliberação posterior é do presidente da Casa, mas vou comunicar que construímos um acordo nessa reunião e a medida provisória, se assim ele quiser, estará pronta para ser votada”, disse Randolfe.
Para evitar alterações de mérito no texto e impedir que a proposta retorne à Câmara dos Deputados — o que inviabilizaria sua aprovação —, o governo dividiu as mudanças em duas frentes: emendas de redação, que não alteram o conteúdo principal, e vetos que o presidente da República aplicará posteriormente. O governo definiu cinco dispositivos para modificar o texto da MP.
Entre eles está o piso salarial para motoristas de longa distância. O acordo prevê a manutenção do piso, mas sem a fixação de um valor nominal de R$ 5.000 na lei. Outro ponto é a anistia às multas. O governo deverá vetar o artigo 4º da medida provisória. Ele concede anistia aos caminhoneiros multados por bloqueios em rodovias federais após as eleições presidenciais de 2022.
Primeiro dia de manifestação
Segundo caminhoneiros que conversaram com o Pé na Estrada, a manhã foi conturbada. Alguns manifestantes atiraram pedras nos para-brisas dos caminhões que tentavam furar a greve, enquanto outros desengataram as carretas dos cavalos mecânicos.

A Polícia Militar acompanhou a manifestação durante todo o tempo. Ao longo da tarde, o grupo que permanecia às margens da rodovia realizou um protesto pacífico. Eles conversavam com os caminhoneiros que passavam pelo local e informavam que a mobilização continuará até que o Senado decida dar andamento à votação da MP nº 1.343/2026.
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Filha de caminhoneiro, recém-formada em jornalismo, resolveu usar a comunicação para manter a classe bem informada e, com isso, formar novas gerações de motoristas profissionais cada vez melhores para o futuro do país.