A produção de caminhões manteve-se estável, com variação de apenas 0,4% entre julho deste ano e o mesmo mês de 2025. Em ambos os períodos, a indústria produziu cerca de 12,1 mil veículos. Na comparação com junho deste ano, porém, houve alta de 11,2%, já que a produção no mês anterior foi de 10,9 mil unidades.
Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), essa estabilidade tende a não se manter com o encerramento do Move Brasil. Os efeitos do programa já estão chegando ao fim, uma vez que os recursos destinados às empresas praticamente se esgotaram, restando boa parte dos R$ 2 bilhões reservados aos caminhoneiros autônomos. Nesta segunda etapa, o Governo Federal disponibilizou R$ 21,2 bilhões para a renovação da frota de caminhões, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários fabricados no Brasil.
Emplacamentos de caminhões registram recuperação
Segundo a Anfavea, os caminhões tiveram mais um mês de recuperação nas vendas, impulsionadas pelos financiamentos incentivados pelo programa federal Move Brasil. Julho foi o melhor mês do ano para o segmento, com 11,7 mil emplacamentos. Na comparação com julho de 2025, o crescimento foi de 10%, quando foram comercializados 10,6 mil veículos.
Já nas exportações, o setor registrou queda de 17,9%. Em julho deste ano, o mercado embarcou 2,3 mil caminhões, contra 2,8 mil no mesmo mês de 2025.
Produção de caminhões segue em queda no acumulado do ano
No acumulado de janeiro a julho, a produção de caminhões ficou 12,1% abaixo da registrada no mesmo período do ano passado. Foram produzidas 68,9 mil unidades neste ano, ante 78,4 mil em igual intervalo de 2025.
As vendas acumuladas também permanecem em baixa. Foram emplacados 60,6 mil caminhões entre janeiro e julho, volume 7,2% inferior ao do mesmo período de 2025. Apesar da queda, a diferença já foi superior a 30% no início deste ano. O gráfico mostra essa trajetória de recuperação ao longo dos últimos meses.
Nas exportações, o recuo acumulado é de 16,5%. De janeiro a julho de 2026, o Brasil exportou 13,5 mil caminhões, frente aos 16,2 mil embarcados no mesmo período do ano passado.
Balanço de ônibus também permanece negativo
A produção de ônibus caiu 26,1% em julho na comparação com o mesmo mês de 2025. Foram produzidos 2.138 veículos no mês passado, contra 2.894 em julho do ano anterior.
Nos emplacamentos, o setor registrou retração de 6,2%. Em julho deste ano, foram vendidos 2.233 ônibus, ante 2.381 no mesmo mês de 2025.
As exportações também recuaram, com queda de 26,7%. Em julho, foram embarcadas 439 unidades, contra 599 no mesmo período do ano passado.
Acumulado do ano também é negativo
No acumulado de janeiro a julho, a produção de ônibus ficou 3,1% abaixo da registrada no mesmo período de 2025. As montadoras produziram 18.061 unidades neste ano, frente a 18.636 no período homólogo.
Os emplacamentos acumulam queda de 10,7%. Até julho, foram vendidos 12.521 ônibus, enquanto no mesmo período de 2025 o mercado comercializou 14.016 unidades.
Nas exportações, a retração chega a 30,6%. Entre janeiro e julho deste ano, o Brasil exportou 2.680 ônibus, contra 3.861 no mesmo intervalo de 2025.
Neste mês será realizada a Lat.Bus – Feira Latino-Americana do Transporte, um dos principais eventos de mobilidade por ônibus e transporte coletivo das Américas. A expectativa é de que a feira impulsione negócios capazes de influenciar a produção, as vendas e as exportações do setor. A edição de 2026 acontece entre os dias 11 e 13 de agosto, no São Paulo Expo, reunindo fabricantes de veículos, fornecedores de tecnologias de eletrificação, sistemas de bilhetagem eletrônica e gestores do transporte coletivo.

Filha de caminhoneiro, formada em jornalismo, resolveu usar a comunicação para manter a classe bem informada e, com isso, formar novas gerações de motoristas profissionais cada vez melhores para o futuro do país.