terça-feira, outubro 13, 2026

Do crédito de R$ 7,52 bi, governo reserva R$ 6,17 bi para subsidiar diesel rodoviário

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O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 7,52 bilhões em favor do Ministério de Minas e Energia para financiar programas de subsídio à produção e à importação de combustíveis.

De acordo com a Medida Provisória nº 1.395, do total liberado, R$ 6,17 bilhões serão destinados ao diesel de uso rodoviário. O R$ 1,35 bilhão restante trata de outros derivados de petróleo.

Os recursos serão destinados à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e servirão para atender despesas relacionadas a ações de subvenção econômica previstas em medidas provisórias editadas neste ano. Os créditos extraordinários são usados para atender despesas urgentes e imprevisíveis, conforme previsto na Constituição.

Do crédito de R$ 7,52 bi, governo reserva R$ 6,17 bi para subsidiar diesel rodoviário

Redução de impostos da gasolina

A equipe econômica também anunciou que vai ampliar a desoneração de tributos federais sobre a gasolina e aumentar os subsídios ao etanol. As medidas ocorrem a 16 dias do segundo turno das eleições e envolvem custos estimados em R$ 5,2 bilhões em 30 dias.

Com a decisão, a redução tributária sobre a gasolina passa de R$ 0,63 para R$ 0,89 por litro, zerando as alíquotas de PIS/Pasep, Cofins e Cide-Combustíveis. A medida vale por 30 dias, com possibilidade de revisão ou prorrogação. Além da gasolina, o pacote contempla a manutenção de benefícios ao etanol hidratado e o reforço da subvenção ao diesel importado.

Confira as principais mudanças:

  • Gasolina: redução tributária de R$ 0,89 por litro, com custo estimado de R$ 2,4 bilhões por mês;
  • Etanol: manutenção da desoneração de R$ 0,19 por litro;
  • Produtores de etanol: subsídio ampliado de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro;
  • Diesel importado: subvenção adicional de R$ 1,40 por litro, além dos R$ 2,12 já previstos.

O impacto estimado das medidas para gasolina e etanol é de R$ 3,6 bilhões em 2026. Já o reforço da subvenção ao diesel importado custará cerca de R$ 1,6 bilhão no período de 30 dias.

 

Guerra ainda deixa o petróleo em alta

O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, justificou as medidas pela continuidade da alta internacional do petróleo e pelos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre o mercado de combustíveis.

“Por essa razão, então, nós estamos zerando a tributação federal, PIS/Cofins e Cide sobre gasolina pelo período de um mês para que a gente possa reavaliar as condições.”

Segundo o ministro, o barril do tipo Brent ultrapassou US$ 100, ante aproximadamente US$ 70 antes do conflito. As margens internacionais de refino também registraram alta, pressionando os preços dos derivados.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo pretende utilizar o aumento da arrecadação com as receitas petrolíferas para reduzir os efeitos da alta dos combustíveis sobre a população.

“Estamos reforçando a linha de usar os recursos que a gente tem percebido de aumento de arrecadação para proteger a população brasileira”, declarou Durigan.

 

Compensação fiscal

Segundo o Ministério do Planejamento, as renúncias relacionadas à gasolina e ao etanol serão compensadas com receitas extraordinárias de petróleo da União, com o objetivo de garantir a neutralidade fiscal.

A pasta informou que as medidas temporárias valem apenas para 2026 e dependem da conjuntura econômica e da disponibilidade orçamentária.

 

Veja também: Biodiesel: 62,7% das transportadoras relatam mudanças na operação

Filha de caminhoneiro, formada em jornalismo, resolveu usar a comunicação para manter a classe bem informada e, com isso, formar novas gerações de motoristas profissionais cada vez melhores para o futuro do país.

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