A Transjordano lançou, na última semana, seu Corredor Verde, durante evento realizado na unidade da empresa em Sumaré (SP). A iniciativa representa um novo avanço no uso do biometano no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) e prevê a operação de 100 caminhões movidos ao combustível até dezembro de 2026.
O evento marcou o início oficial do projeto, com o primeiro abastecimento da transportadora, considerado o marco zero da iniciativa.

Corredor Verde vai ligar interior de SP à Baixada Santista
O Corredor Verde terá aproximadamente 450 quilômetros de extensão e ligará Ribeirão Preto, Sumaré e Cubatão, na região do Porto de Santos. A estrutura contará com pontos de abastecimento que também estarão disponíveis para outras transportadoras, ampliando o acesso ao biometano e contribuindo para a criação de uma nova infraestrutura energética para o transporte de cargas.
A iniciativa conta com financiamento de R$ 140 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O projeto contempla a aquisição de caminhões movidos a biometano, conjuntos de cilindros adicionais para ampliar a autonomia dos veículos e a implantação da infraestrutura de abastecimento nas regiões envolvidas.
“Nós sabíamos qual era a necessidade e o que precisava para que isso acontecesse: os pontos de abastecimento. Já tínhamos as garagens do grupo em três pontos estratégicos, que somam 1.150 quilômetros nas idas e voltas. Considerando a autonomia de 700 quilômetros com biometano, tudo se tornou viável. Fizemos por nós, caminhamos com as nossas próprias pernas, com um empurrão muito importante da FETCESP. Fica o nosso agradecimento a toda a diretoria da Federação”, disse João Bessa, presidente da Transjordano e diretor da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP).
Com a frota completa, a estimativa é que os veículos percorram cerca de 5,5 milhões de quilômetros por ano utilizando biometano em substituição ao diesel. Segundo verificação independente do Bureau Veritas, o projeto deverá evitar a emissão de 6.486,35 toneladas de CO₂ equivalente por ano. Isso representa uma redução de 96% nas emissões em comparação com a mesma operação realizada com caminhões a diesel.

Filha de caminhoneiro, formada em jornalismo, resolveu usar a comunicação para manter a classe bem informada e, com isso, formar novas gerações de motoristas profissionais cada vez melhores para o futuro do país.