quarta-feira, julho 17, 2024

Produção de caminhões fecha o primeiro semestre de 2024 com elevação de 36,5%

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA) decidiu rever as projeções para 2024. A maior revisão foi nas exportações, que tinham expectativa de alta de 0,7%, mas agora têm projeção de recuo de 20,8%.

O setor de pesados tem motivos para festejar esta primeira etapa do ano. Os caminhões fecharam o semestre com elevação de 36,5% na produção e 8% nas vendas, recuperando patamares normais já neste segundo ano de Proconve P8.

Produção de caminhões fecha o primeiro semestre de 2024 com elevação de 36,5%

Já os ônibus cresceram 53,8% em produção e caíram 21,8% em vendas. As feiras LatBus, em agosto, e Fenatran, em novembro, animam o setor e projetam um segundo semestre melhor em vendas, especialmente para ônibus.

A projeção é que 160 mil unidades sejam produzidas em 2024 de caminhão e ônibus, número 32% superior aos patamares anteriores. 

Veja também: Caminhões teleoperados começam a ganhar espaço no mercado

Um dos pontos justificados pela demanda crescente é a renovação da frota, hoje, há mais de 500 mil caminhões com mais de 25 anos na rua que a Associação entende que pode existir uma atualização. 

Incentivos para continuar crescendo não faltam

Outros motivos são o Plano Safra, o PAC, a Construção Civil e a mineração. Com o mercado retomando o aquecimento, os segmentos acabam contribuindo com o aquecimento da indústria na totalidade.

É importante recordar que a produção de caminhões no Brasil perdeu força devido à transição obrigatória dos motores Euro 5 para os Euro 6, que, mesmo sendo mais ecológicos, aumentaram significativamente os custos de produção.

Saiba mais: Preço mais alto impede popularização de caminhões Euro 6 e P8

Para a Fenabrave, Federação Nacional da Distribuição de Veículo Automotores, as vendas de caminhões estão reagindo bem aos impulsos da economia. Destaque para o agronegócio, construção civil, indústria e varejo.

“Os emplacamentos de caminhões dependem do PIB, do crédito para financiamentos e do movimento da economia. Apesar dos números do ano passado terem sido abaixo das expectativas, 2024 vem sendo positivo. Esperamos um aquecimento ainda maior no segundo semestre”, explica Andreta Jr., presidente da Fenabrave.

Por Rodrigo Samy, com informações da Anfavea

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