Em meio à busca por retenção de caminhoneiros, empresa cresce 32% sua base de autônomos

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Em meio à falta de motoristas no transporte rodoviário de cargas, empresas têm buscado formas de reter caminhoneiros, especialmente os autônomos. No mês passado, o Pé na Estrada conheceu o programa de pontos da JSL, criado para fidelizar profissionais por meio de benefícios destinados aos motoristas que mais prestam serviços para a empresa.

Já a Motz — logtech e transportadora digital brasileira criada em 2020 — anunciou a expansão de sua base de motoristas cadastrados na plataforma, atingindo 118 mil profissionais autônomos em 2025, um crescimento de 32% em relação a 2024. No mesmo período, a empresa acumulou mais de 21,7 milhões de toneladas transportadas, totalizando 777 mil viagens apenas no último ano.

A companhia também tem investido em benefícios voltados aos motoristas, buscando tornar a empresa mais atrativa e aumentar a retenção de profissionais.

 

Empresa amplia base de motoristas autônomos

No campo organizacional, a Motz alcançou a marca de 260 colaboradores, com foco na estruturação da equipe e na retenção de talentos. Para fortalecer o relacionamento com os motoristas cadastrados, a empresa mantém o Clube de Benefícios, que reúne parcerias nacionais, como seguro contra acidentes pessoais oferecido em conjunto com uma seguradora global, além de serviços voltados à saúde e ao bem-estar.

A companhia também mantém parceria com o Banco BV para facilitar o acesso ao financiamento de veículos pesados por caminhoneiros autônomos.

Saiba mais: Move Brasil 2 corta juros e inclui Banco do Brasil e Caixa no atendimento a autônomos

Para 2026, a transportadora prevê ampliar a equipe e crescer mais de 15% no volume de toneladas transportadas, com foco na expansão de novos clientes e parceiros.

“O setor logístico deve seguir desafiador em 2026, especialmente pela combinação de fatores macroeconômicos, volatilidade cambial, eleições, reforma tributária e reajustes da tabela de frete mínimo. Ao mesmo tempo, vejo um avanço importante na profissionalização do transporte rodoviário de cargas”, afirmou André Pimenta, CEO da Motz.

Segundo o executivo, plataformas digitais, inteligência de dados, integração sistêmica e rastreabilidade devem ganhar ainda mais relevância nos próximos anos.

 

Piso mínimo do frete

Sobre o cumprimento da Tabela do Piso Mínimo de Frete, Pimenta afirmou ao Pé na Estrada que a empresa conecta cargas de embarcadores a motoristas em todo o Brasil, atendendo clientes dos setores da indústria, agronegócio e serviços, respeitando as leis e normas aplicáveis.

O CEO também disse que a companhia entende que a legislação do piso mínimo ainda gera insegurança jurídica ao setor produtivo, já que o tema segue em análise no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo ele, a tabela não considera fatores como idade dos caminhões, diferenças regionais, eficiência de embarque e desembarque, segmentação e valor agregado das cargas. A empresa informou que segue discutindo judicialmente a aplicação da tabela e acompanhando o tema.

A Tabela do Piso Mínimo de Frete é uma demanda antiga dos caminhoneiros. Neste ano, em meio à ameaça de greve causada pela alta do diesel, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) endureceu a fiscalização sobre o pagamento do frete mínimo.

A medida foi publicada por meio da MP nº 1.343/2026, que prevê multas de até R$ 10 milhões para transportadores que descumprirem as regras.

 

Da construção civil ao agronegócio

A companhia registrou receita líquida superior a R$ 2 bilhões em 2025, crescimento de 33% em relação ao ano anterior. Criada dentro da Votorantim Cimentos, a empresa diversificou os serviços e ampliou sua atuação para além do grupo.

No agronegócio — um dos principais segmentos atendidos — o crescimento foi ainda mais expressivo, chegando a 147%.

O setor respondeu por cerca de 90% dos novos negócios fechados ao longo do ano. Como resultado da estratégia de diversificação, 43% da receita líquida da empresa já vêm de novos negócios — avanço relevante em relação a 2024, quando essa participação era de 25%.

Segundo o CEO, 2025 marcou um período de consolidação e amadurecimento operacional para a companhia.

“Crescemos de forma consistente, ampliamos nossa base de motoristas e fortalecemos nossa presença nos mercados prioritários, como agronegócio e construção civil. Além do crescimento em volume, foi um ano de evolução estrutural para escalar com mais eficiência, previsibilidade e governança”, afirmou.

Ao longo de 2025, a companhia também reforçou investimentos em áreas estratégicas. Entre elas, estão: a Torre de Serviços, no uso de inteligência artificial aplicada aos negócios e em iniciativas de customer marketing para engajar, reter e fidelizar clientes.

 

Veja também: Primeiras empresas conseguem suspender multas do frete mínimo após MP

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