quinta-feira, abril 30, 2026

Governo injeta R$ 21,2 bilhões no Move Brasil. Será que o autônomo vai ter chance agora?

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O Governo do Brasil anunciou nesta quinta-feira, 30 de abril, a ampliação do programa Move Brasil. A nova etapa do programa – que antes só financiava a compra de caminhões – passa a incluir também o financiamento de ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários (como reboques e carrocerias, por exemplo), aumentando o seu público-alvo e o volume de recursos disponíveis. 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai operacionalizar a linha de financiamento (BNDES Renovação de Frota), que terá orçamento de R$ 21,2 bilhões, sendo R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões em recursos adicionais do Banco. As condições da linha serão estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. O valor máximo financiável por beneficiário é de até R$ 50 milhões.

 

R$ 2 bi é reservado aos autônomos

São beneficiários do Move Brasil os transportadores autônomos de cargas, pessoas físicas associadas a cooperativas de transporte rodoviário de cargas, e empresários individuais ou pessoas jurídicas do setor de transporte rodoviário ou urbano de cargas ou de passageiros. O programa permitirá usar os recursos apenas na aquisição de veículos de fabricação nacional que atendam às regras de conteúdo local do BNDES. No caso específico de caminhoneiros autônomos e cooperativados, a MP permite não apenas a aquisição de veículos novos, mas também de seminovos. 

A MP que amplia o Move Brasil também prevê o fortalecimento do apoio aos transportadores autônomos, público mais vulnerável às oscilações econômicas. Em termos práticos, o governo propõe reduzir a taxa de juros, ampliar o prazo máximo de pagamento para até 10 anos (o dobro do previsto na primeira etapa do programa) e estender a carência de seis para 12 meses; o Conselho Monetário Nacional (CMN) avaliará essas medidas. O volume de recursos reservado exclusivamente aos autônomos será de R$ 2 bilhões, o dobro do valor disponível em 2025.

Em janeiro de 2026, o Move Brasil disponibilizou os R$ 10 bilhões iniciais com juros abaixo dos de mercado, e caminhoneiros autônomos, cooperativados e frotistas consumiram o total em dois meses, somando mais de 8 mil operações de compra de caminhões novos em todas as regiões do Brasil. Em sua nova etapa, o volume de recursos disponíveis é dobrado.

 

Modernização da frota e eficiência logística

O transporte rodoviário é fundamental para a integração nacional e para o acesso da população a bens e serviços essenciais. O setor enfrenta, atualmente, elevado grau de obsolescência da frota. Isso aumenta custos de manutenção, reduz a eficiência energética, agrava a emissão de poluentes e aumenta riscos operacionais e de segurança. 

Ao incentivar a substituição de veículos antigos por modelos mais modernos, eficientes e sustentáveis. O Move Brasil contribui para reduzir custos logísticos, aumentar a produtividade, melhorar a segurança viária e impulsionar a indústria nacional de veículos e implementos rodoviários.

 

Sustentabilidade e transição energética

Os financiamentos estarão condicionados ao cumprimento de critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica, incentivando a aquisição de veículos com menor consumo de combustíveis e menores emissões. A medida está alinhada aos compromissos climáticos do Brasil e às agendas de transição energética e descarbonização. O programa também engloba os compromissos assumidos pelo país no âmbito da COP30.

 

Medidas Provisórias

O Governo Federal anunciou duas Medidas Provisórias. A primeira, além de viabilizar a ampliação do Move Brasil, autoriza a União a aumentar sua participação no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) em até R$ 2 bilhões. O objetivo é ampliar a capacidade do fundo de oferecer garantias em operações de crédito, principalmente para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). Além de estender os prazos de carência e de pagamento dessas operações.

O FGI tem por finalidade facilitar a obtenção de crédito por MPMEs, por meio do compartilhamento do risco das operações com os agentes financeiros. O reforço patrimonial do fundo amplia a capacidade de concessão de garantias, preservando o acesso ao financiamento para empresas viáveis. 

A segunda MP, por sua vez, cria Crédito Extraordinário, no valor de R$ 17 bilhões. O intuito é de dar cobertura ao aporte de R$ 2 bilhões no FGI, à ampliação do Move Brasil, com recursos de R$ 14,5 bilhões e ao aporte de R$ 500 milhões ao Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE). Com isso, o propósito é de viabilizar a ampliação da oferta de garantias públicas às exportações.

 

Veja também: Move Brasil impulsiona vendas mensais de caminhões, mas resultado no ano ainda é negativo

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