segunda-feira, maio 23, 2022

Saiba qual o impacto da ômicron para as transportadoras

O Pé na Estrada investigou o impacto da ômicron para as transportadoras. Em dezembro de 2021, a variante era detectada em 9% dos testes positivos para Covid-19. No entanto, em pouco mais de um mês, a Ômicron já é responsável por 99%, ou seja, praticamente todos os casos, conforme levantamento do Instituto Todos pela Saúde (ITpS).

Entrevistamos representantes de empresas de transporte da região Sul e Sudeste do Brasil e questionamos se os casos positivos para Covid-19 entre os funcionários aumentaram nos últimos tempos. Além disso, perguntamos se isso afetou ou tem causado alguma repercussão negativa na logística do transporte pelas rodovias. 

Dentre as que toparam responder, todas afirmaram queda no número de afastamentos pela Covid-19. Além disso, relataram que as pessoas contaminadas nos últimos tempos são, em geral, funcionários do setor administrativo.

No caso dos motoristas, não houve relatos recentes, provavelmente por ser um trabalho em que o contato diário com pessoas é menor, diminuindo as chances de transmissão, apontam as entrevistadas.

Com isso, verificamos que até o momento as transportadoras dessas regiões não sofreram impacto da ômicron. O que afasta uma ideia de muitos no começo da pandemia de que o motorista seria um grande vetor da doença. Por conta dessa ideia, muitas empresas fecharam seus banheiros e refeitórios para caminhoneiros. Entretanto, o levantamento atual mostra que isso já não é (se é que um dia foi) uma realidade.

Motorista de ônibus
Transportadoras adotam medidas para evitar impacto da ômicron entre os funcionários e interferir na logística das empresas

Entenda o impacto da variante no transporte

Pelo menos 61% das mercadorias são transportadas por rodovias, de acordo com nota técnica do IBGE com dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Desde que foi decretada pandemia por Covid-19, o setor transporte sofre os efeitos deletérios desse problema de saúde pública. Estima-se que, em 2022, os prejuízos alcancem 25%, sendo que ainda não é possível prever a porcentagem para os próximos anos. O dado é do Painel de Impacto COVID-19 da CNT.

Com isso, a paralisação do transporte por rodovias em decorrência do afastamento de funcionários poderia provocar efeitos negativos em diversos setores da sociedade. Por isso o temor é maior, pois as mortes por Covid-19 aumentaram mais de 200% nas últimas semanas, com alta nos 21 estados brasileiros, segundo dados do Consórcio de Veículos de imprensa. Isso em decorrência da nova variante.

Transportadoras reforçam medidas para evitar casos de ômicron

As transportadoras e os transportadores são imprescindíveis para a distribuição de produtos e insumos por todo o Brasil.

Diante desse cenário de incertezas causado pela onda da variante ômicron, os representantes das transportadoras, entrevistados pelo Pé na Estrada, afirmaram que vêm adotando medidas mais rigorosas para evitar contaminação em massa.

Dentre as ações relatadas estão: aumento das medidas sanitárias; reforço nas orientações; entrega de kits; controle de testagem e afastamento de pessoas com suspeita que aguardam resposta do teste; escala de trabalho e home-office para as categorias em que seja viável esse modelo.

Por meio dessas condutas, as transportadoras pretendem evitar o impacto da ômicron na logística de suas empresas.

Uma das medidas relatadas como imprescindível foi o controle da vacinação contra a Covid-19, em algumas delas a vacina tornou-se critério obrigatório para contratação. Contudo, o índice de adesão dos funcionários, mesmo para aquelas sem obrigatoriedade, tem sido muito satisfatório, com a maioria dos empregados já imunizados pelas duas doses e caminhando para a terceira.

Por Jacqueline Maria da Silva 

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