A Volvo levou à Lat.Bus 2026 o chassi B320R 6×2 B100 Flex, modelo preparado de fábrica para operar com até 100% de biodiesel. Embora tenha apresentado também novos ônibus elétricos, a montadora destaca o B100 Flex como uma alternativa para cidades que ainda enfrentam limitações na infraestrutura de recarga. Segundo a fabricante, o modelo também surge como opção aos ônibus movidos a gás, que igualmente dependem de uma rede de distribuição e abastecimento específica.
A aposta da Volvo é ampliar o uso da tecnologia já aplicada em caminhões, aproveitando o potencial do biodiesel brasileiro, produzido a partir de matérias-primas de origem vegetal ou animal. O veículo pode receber carrocerias de até 15 metros, com capacidade para transportar até 120 passageiros. Quando abastecido exclusivamente com biodiesel, o modelo pode reduzir em até 90% as emissões de CO₂.
Outra vantagem destacada pela montadora é a flexibilidade de operação. Além do biodiesel puro, o B320R B100 Flex também pode ser abastecido com o diesel comercial disponível no Brasil, dispensando mudanças imediatas na infraestrutura de abastecimento.
B320R para carrocerias de 15 metros
Equipada com terceiro eixo de fábrica, a nova versão urbana 6×2 do B320R foi desenvolvida para carrocerias de 15 metros e capacidade para até 120 passageiros. O modelo amplia o portfólio da Volvo para sistemas de BRT, segmento em que a marca já atua com chassis articulados e biarticulados.
Para garantir um raio de giro adequado às operações urbanas, o terceiro eixo é direcional e utiliza um sistema eletro-hidráulico desenvolvido pela Volvo, lançado inicialmente nos chassis rodoviários e agora incorporado à versão urbana. O chassi está disponível nas configurações de piso alto e entrada baixa, permitindo diferentes layouts de carroceria. O motor D8K desenvolve 320 cv de potência e torque de 1.200 Nm.
BZR 6×2 reforça linha elétrica
Além do B100 Flex, a Volvo apresentou na Lat.Bus o novo BZR 6×2, ampliando sua linha de ônibus urbanos elétricos. O modelo de 15 metros transporta até 110 passageiros e foi desenvolvido para cidades que necessitam de veículos de alta capacidade, mas sem demanda suficiente para ônibus articulados. Segundo a fabricante, o chassi foi concebido integralmente para eletrificação, sem adaptações, integrando chassi, motores, baterias, suspensão e freios em uma única arquitetura. O veículo também conta com terceiro eixo direcional eletro-hidráulico, que melhora a manobrabilidade em corredores de BRT e vias urbanas.
O BZR 6×2 utiliza a segunda geração de baterias cúbicas da Volvo, disponíveis em configurações de quatro a seis módulos, oferecendo autonomia de até 300 quilômetros e recarga completa em até duas horas em carregadores de até 250 kW. O modelo também incorpora a terceira geração do Sistema de Segurança Ativa (SSA3), que combina radar, câmeras e inteligência artificial para monitorar o entorno do veículo, incluindo laterais e pontos cegos.
Por fim, a Volvo apresentou o sistema I-See para sua linha de ônibus rodoviários com motores de 13 litros (B380R, B420R, B460R e B510R). A tecnologia utiliza GPS, dados topográficos e inteligência artificial para gerenciar automaticamente trocas de marcha, aceleração e freio-motor. Além da função I-Roll, proporcionando economia de combustível de até 3%, como redução de emissões e o desgaste dos componentes.
Os modelos também passam a contar com a sétima geração da transmissão I-Shift, com trocas de marcha até 30% mais rápidas. A montadora ampliou os intervalos de troca de lubrificantes da transmissão e dos eixos ampliados para até 450 mil quilômetros. Dessa forma, reduz custos de manutenção e aumenta a disponibilidade dos veículos.
Com esses lançamentos, a Volvo amplia seu portfólio de soluções para a descarbonização do transporte urbano. A fábrica da Volvo em Curitiba (PR) produz o novo B320R 6×2 B100 Flex e o BZR 6×2. O desenvolvimento dos modelos faz parte do ciclo de investimentos de R$ 2,5 bilhões anunciado pela fabricante para o Brasil no período de 2026 a 2028.
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Filha de caminhoneiro, formada em jornalismo, resolveu usar a comunicação para manter a classe bem informada e, com isso, formar novas gerações de motoristas profissionais cada vez melhores para o futuro do país.