O estado de São Paulo registrou 184 roubos de carga em agosto, uma queda de 11,1% em relação a julho, quando houve 207 ocorrências. Na comparação com agosto de 2025, que contabilizou 257 casos, a redução foi de 28,4%, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).
De janeiro a agosto de 2026, o estado registrou 1.638 ocorrências, contra 2.363 no mesmo período de 2025, uma redução de 30,7%. Todos os oito meses deste ano apresentaram números inferiores aos dos respectivos meses de 2025. Já nos últimos 12 meses, de setembro de 2025 a agosto de 2026, as autoridades registraram 2.745 roubos de carga, 28,3% a menos que os 3.828 casos contabilizados nos 12 meses anteriores.
Com esse resultado, agosto registrou o menor número de roubos de carga desde 2001, quando começou a série histórica da SSP-SP. O total também representa o menor volume mensal de toda a série. As 184 ocorrências ficaram 51,6% abaixo das 380 registradas em agosto de 2024 e 81,8% abaixo do recorde negativo para o mês, registrado em 2017, com 1.011 casos.
O acumulado de janeiro a agosto também foi o menor para o período desde 2001. O total ficou 49,5% abaixo das 3.246 ocorrências registradas nos oito primeiros meses de 2024 e 77,5% abaixo dos 7.281 casos contabilizados no mesmo período de 2017, ano com o maior registro.
Queda nos roubos de carga não elimina desafios de segurança
Apesar da redução, o roubo de cargas continua sendo um desafio para o transporte rodoviário. Em agosto, foram registradas 184 ocorrências em 31 dias, uma média de 5,9 roubos por dia.
De acordo com Marcelo Rodrigues, presidente do SETCESP (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região), a queda é positiva. Principalmente porque o crime afeta diretamente a segurança dos motoristas e a operação das transportadoras.
“Os números mostram que houve avanço, mas o volume de ocorrências ainda é relevante. Por isso, é fundamental manter e ampliar o trabalho integrado entre as forças de segurança, o poder público e o setor privado para que essa tendência de queda seja sustentável”, afirma.
Para reduzir os riscos, as transportadoras investem em gerenciamento de risco, rastreamento, monitoramento, seguros, treinamento de equipes e outras medidas preventivas. Segundo o SETCESP, a redução sustentável dos índices depende da continuidade dessas iniciativas e da integração entre autoridades públicas, empresas e entidades do setor.
O trabalho de inteligência, investigação e prevenção também é fundamental, especialmente nos principais corredores logísticos e nas áreas de maior circulação de mercadorias.
Mesmo com a melhora dos indicadores, os impactos do roubo de cargas vão além das mercadorias subtraídas. O crime eleva os custos com seguros e gerenciamento de risco. Além de exigir mudanças operacionais e, sobretudo, ameaça a segurança dos profissionais que trabalham diariamente no transporte rodoviário.
“Quanto maior a segurança nas estradas, menores os custos das empresas com seguros e outras medidas de prevenção. Consequentemente, o frete das mercadorias fica mais barato, impactando positivamente o bolso do consumidor, visto que 65% de todas as cargas do País são movimentadas em rodovias”, observa o presidente do SETCESP.
Fonte: Setcesp
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Filha de caminhoneiro, formada em jornalismo, resolveu usar a comunicação para manter a classe bem informada e, com isso, formar novas gerações de motoristas profissionais cada vez melhores para o futuro do país.