quarta-feira, julho 17, 2024

Dutra ganhará PPD na altura de Pindamonhangaba

Desde abril deste ano, a ampliação das estruturas para suporte em viagem e descanso para os caminhoneiros se tornou uma das prioridades do Ministério dos Transporte, por meio da portaria nº 387/2024.

O Pé na Estrada falou sobre isso na reportagem: Portaria estabelece implantação de PPD em rodovias federais. A portaria estabelece duas frentes para ampliação desses espaços. O primeiro deles nas rodovias federais concedidas sob gestão da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o segundo nas rodovias sob gestão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT).

Dutra ganhará PPD na altura de Pindamonhangaba

Atualmente, o Brasil conta com um total de 167 Pontos de Parada e Descanso (PPDs). Destes, 164 são certificados pelo Ministério do Trabalho e outros 3 são provenientes de contratos de concessão de rodovias. A distribuição dos PPDs pelo território nacional acontece de forma espalhada, abrangendo 39 rodovias federais que cortam 22 estados.

Nos próximos 30 dias, será inaugurado um PPD no km 95 da BR-116, a Via Dutra. O trecho fica em Pindamonhangaba, na parte leste do estado de São Paulo. Com quase 67 mil metros quadrados, o espaço é o maior em operação em rodovia federal concedida no país. A administração ficará a cargo da CCR RioSP, concessionária da rodovia.

A estimativa é que até o fim de 2025, 60 pontos sejam construídos em todo o Brasil. 

Opinião de quem entende sobre estradas e PPD

O espaço enche os olhos de João Laurindo Neto. Aos 24 anos, rodar pelas estradas do Brasil era um sonho de criança dele. “Eu ficava grudado vendo aquela série Carga Pesada. Estar aqui é uma superação, uma realização. Muitos diziam que eu não seria capaz, que não ia ter emprego ou que não valia a pena, mas tive fé em Deus. Hoje sou motorista de rodotrem”, conta enquanto fala orgulhoso sobre a diferença entre os veículos pesados.

O caminhão dele tem 30 metros, o que dificulta conseguir lugar para pernoite. “Não é todo posto que aceita, então não é todo dia que eu tenho o privilégio de poder parar e fazer minha comida. Tem muito dia que eu preciso dirigir direto, sem almoçar ou estacionando rápido no acostamento para comer alguma coisa dentro do caminhão mesmo”, comentou.

Por Rodrigo Samy, como informações do Ministério dos Transportes

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