quarta-feira, outubro 7, 2026

Produção de caminhões cresce 15% em setembro; Anfavea reduz projeções para 2026

MercadoProdução de caminhões cresce 15% em setembro; Anfavea reduz projeções para 2026

A produção de caminhões cresceu 15% em setembro, na comparação com o mesmo mês de 2025. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a indústria ainda colhe os reflexos do fim do programa Move Brasil 2. Embora o prazo para contratar financiamentos pelo programa tenha terminado em 28 de agosto, os interessados puderam comunicar as contratações ao BNDES até 28 de setembro.

A indústria produziu 11,6 mil caminhões no mês passado, ante 10,1 mil em setembro de 2025. Já a produção de ônibus caiu 48,9%. Em setembro deste ano, as montadoras produziram 1,4 mil unidades, contra 2,8 mil no mesmo mês do ano anterior.

 

Produção e emplacamentos de caminhões crescem em setembro

Além da produção, os emplacamentos de caminhões também cresceram em setembro, com alta de 4,4%. O mercado registrou 10,2 mil unidades no mês passado, ante 9,8 mil em setembro de 2025.

As exportações, por outro lado, recuaram 22,9%. Em setembro deste ano, o Brasil enviou 2,1 mil caminhões ao exterior, contra 2,7 mil no mesmo mês de 2025.

 

Acumulado ainda segue negativo em caminhões

Apesar dos resultados positivos em alguns meses, a produção de caminhões ainda acumula queda em 2026. De janeiro a setembro, as montadoras produziram 92,3 mil unidades, contra 98,6 mil no mesmo período do ano passado, uma retração de 6,4%.

Nos emplacamentos, a queda acumulada também diminuiu ao longo do ano. Em janeiro, o recuo era de aproximadamente 30%. Agora, a retração é de 3,8%. De janeiro a setembro, o mercado emplacou 80,9 mil caminhões, ante 84 mil no mesmo período de 2025.

As exportações de caminhões também registraram queda no acumulado, de 21,3%. De janeiro a setembro deste ano, o Brasil enviou 17 mil unidades ao exterior, contra 21,6 mil no período equivalente do ano passado.

 

Ônibus registram alta nas vendas, mas produção cai em setembro

Apesar da queda na produção de ônibus em setembro, os emplacamentos cresceram 21,2%. No mês passado, o mercado registrou 2,4 mil unidades, ante 2 mil em setembro de 2025.

As exportações, por sua vez, caíram 47,7%. Em setembro deste ano, o Brasil enviou 354 ônibus ao exterior, contra 677 no mesmo mês do ano anterior.

 

Setor de ônibus recua no acumulado do ano

No acumulado de janeiro a setembro, o setor de ônibus registra resultados negativos na produção, nos emplacamentos e nas exportações.

A produção caiu 11,2%. Até setembro, a indústria fabricou 21,3 mil unidades, contra 24 mil no mesmo período de 2025.

Nos emplacamentos, o segmento acumula queda de 4,4%. De janeiro a setembro deste ano, o mercado registrou 16,9 mil ônibus, ante 17,7 mil no período equivalente do ano passado.

As exportações também recuaram. Segundo a Anfavea, a queda foi de 32,6%, com 3,5 mil unidades enviadas ao exterior nos nove primeiros meses de 2026, contra 5,2 mil no mesmo período de 2025.

 

Anfavea revisa projeções para veículos pesados

A Anfavea revisou para baixo as projeções para o ano nos segmentos de veículos pesados, tanto para a produção quanto para as vendas e as exportações. As exportações, em especial, receberam revisões negativas em todo o setor automotivo.

Segundo a associação, a retração nas exportações se deve principalmente ao desempenho do mercado argentino e à maior presença de veículos chineses nos países da América do Sul, principais destinos dos produtos brasileiros.

“A nossa balança comercial sofre com a alta das importações e a queda expressiva das exportações. Além disso, boa parte da alta na produção se dá por veículos totalmente desmontados, os chamados SKD, que chegam da China sem utilizar o parque de autopeças nacional e com pouca mão de obra envolvida”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

O presidente também destacou o cenário das exportações do setor automotivo como um todo. Segundo ele, os embarques continuam sem sinais de recuperação e permanecem há seis meses em um patamar mensal inferior a 40 mil unidades.

No acumulado do ano, o setor exportou 334 mil unidades, uma queda de 23%. Apenas para a Argentina, a redução chegou a quase 100 mil unidades no período, reflexo tanto da retração do mercado local quanto da perda de participação dos veículos brasileiros para modelos chineses e mexicanos.

 

Veja também: Selic recua para 13,75% e transporte retoma crescimento no 2º trimestre

Filha de caminhoneiro, formada em jornalismo, resolveu usar a comunicação para manter a classe bem informada e, com isso, formar novas gerações de motoristas profissionais cada vez melhores para o futuro do país.

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