Rota das Frutas é segunda ciclovia da CCR

Ciclista com a bicicleta
Rota das Frutas é inaugurada pela CCR

A Rota das Frutas, inaugurada em 29 de janeiro, é a segunda ciclovia da CCR e faz parte do projeto Ciclo Rotas. O percurso de 75km possui nível avançado e demora cerca de 4 horas para ser realizado. O itinerário inclui passagem pelas cidades de Jundiaí, Louveira, Vinhedo e Itatiba, mas também pode ser feito em cada município separadamente.

Rota das Frutas- percurso
Percurso da Rota das Frutas

O nome, segundo Fabio Russo, CEO da CCR, tem relação com a característica do trajeto.  “É uma região muito bonita, muito conhecida pela plantação de uva, pêssego e maça, então você tá pedalando no meio desses campos de frutas”, descreve.

Segundo o representante, a iniciativa de criar as ciclovias surgiu a partir da percepção de um aumento de ciclistas em rodovias com grande movimento. Foi então que a órgão se reuniu com os praticantes para entender as motivações para uso de rodovias. “A gente percebeu que eles não tinham alternativa para treinar para praticar o seu esporte”

A partir dessa interação, a CCR entendeu a escassez de alternativas de percurso. Com isso, levantou possibilidades de rodovias de menor movimento e velocidade e melhorou as condições de pavimentação, sinalização e orientação para que os ciclistas pudessem pedalar e praticar o esporte com mais segurança.

Essa é a segunda de 5 rotas que a CCR pretende entregar nos próximos três meses. A primeira foi em Holambra e foi nomeada como Rota das Flores. As demais ficarão localizadas próximo à rodovia Castelo Branco, rodovia Presidente Dutra, região de Mogi das Cruzes e Guararema e a quinta entre Caieiras e Nazaré Paulista.

A Rota das Frutas na opinião dos ciclistas  

Marcelo Henrique Voloch, de São Paulo capital, costuma pedalar em rodovia com seu grupo “Amigos do Grajaú” e já presenciou diversos acidentes. Para ele, a alternativa é muito segura, pois permite pedalar em vias, porém afastado de outros veículos. Além disso, é uma oportunidade para aproveitar as paisagens do local.

Ciclista fala da importância da Rota das Frutas para mulheres

Daniela de Oliveira mora em Jundiaí e já está acostumada a percorrer as vias da Rota, porém de forma separada.  “As mulheres aqui de Jundiaí não costumam pegar rodovias por medo, então a gente vem para essas rotas que são mais seguras e agora ficando melhor, arrumando pavimento, ficou excelente”, acrescenta.

O representante da CCR chama a atenção sobre dois diferenciais para segurança do ciclista na ciclovia Rota das Frutas. Primeiramente o fato de que ele pode rodar em uma estrada de menor movimento e baixa velocidade, compatível com a bicicleta. Outro ponto positivo é poder consultar informações sobre a rota como localização, estacionamento, pontos para comer e tomar água no site da CCR.

“O caminhoneiro também vai ter um percurso mais seguro, mais tranquilo”, acrescenta Fabio, pois a ciclovia pretende deslocar o ciclista das rodovias para as rotas do projeto, evitando que os condutores sejam surpreendidos na estrada.

Quem também gostou da ideia foi o produtor rural Gilberto Finencio. O morador de Itatiba planta e comercializa frutas típicas da região. “O pessoal vai passar de bicicleta, visitar as propriedades, vão ver a roça, a produção, e tem os pontos de parada, o que aumenta as vendas e isso aí é bom para os pequenos produtores”, comemora.

Fabio explica que um dos objetivos do projeto também é trazer desenvolvimento econômico para os municípios escolhidos por meio do cicloturismo “Gera renda, oportunidade, então a gente tá muito feliz e acha que também vai dar muito certo”, conclui.

Teste do ponto cego é aplicado durante lançamento da segunda ciclovia da CCR 

A inauguração da ciclovia Rota das Frutas contou com diversas atividades, entre elas aferição da Pressão, a presença de barracas com artigos esportivos, venda de frutas por produtores da região e o teste do ponto cego.  Este último, nada mais é do que uma dinâmica na qual que o ciclista ocupa o lugar do motorista para que ele vivencie o que é estar dentro de um caminhão, conforme explica o coordenador de trafego da CCR, João Moacir da Silva.

Durante a atividade são posicionadas pessoas em marcações que correspondem a esses pontos cegos, ou seja, que não alcançam o campo de visão do condutor de nenhuma forma. Uma simulação da situação na estrada.  “Todas as pessoas que acabam subindo no caminhão, saem de lá surpresas, de realmente entender que aquela manobra ali pode gerar um acidente”, comenta o especialista.

Teste do ponto cego
Teste do ponto cego é aplicado durante a inauguração da Rota das Frutas

Foi exatamente dessa forma que Pedro Silva Dourado, de Jundiaí, descreveu a experiência “Achei o teste interessante para ter a noção de como os motoristas nos veem na pista durante o nosso trajeto”.  O ciclista já caiu com a bicicleta e teve que parar de pedalar por um tempo.

De acordo com Fábio, o teste do ponto cego tem sido aplicado em várias ocasiões, sobretudo na inauguração das rotas, uma vez que gera mais empatia entre ciclistas e caminhoneiros “Essa relação entre os dois públicos, um saber o que o outro passa, um saber como o outro vive é muito importante para a convivência melhor no transito”.

Nota Pé na Estrada: Temos uma matéria completa sobre Rota das Frutas e a Rota das Flores no site do Pé na Estrada 

Por Jacqueline Maria da Silva 

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