quarta-feira, agosto 5, 2026

Vendas de caminhões crescem em julho, mas ainda patinam no acumulado do ano

MercadoVendas de caminhões crescem em julho, mas ainda patinam no acumulado do...

Impulsionado pelos recursos do Move Brasil 2, que estão próximos de se esgotar, o mercado de veículos pesados registrou crescimento de 7,16% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. Apesar da reação, o acumulado de 2026 ainda permanece negativo. Ao todo, foram vendidas 11.192 unidades no mês passado, contra 10.444 em julho de 2025.

Segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), o desempenho foi impulsionado pelos recursos disponibilizados nas duas etapas do programa Move Brasil.

“No caso de caminhões, ônibus e implementos rodoviários, o Programa Move Brasil estancou a queda que vínhamos observando, e os emplacamentos que estão por vir, derivados dos pedidos já realizados, podem melhorar ainda mais os números, reduzindo a queda mais acentuada que esperávamos para esses segmentos”, analisa Arcelio Junior, presidente da Fenabrave.

O programa voltado à renovação da frota de pesados (caminhões, ônibus e implementos rodoviários) já somava R$ 19,9 bilhões em financiamentos aprovados pelo BNDES até o fim de julho, distribuídos em pouco mais de 19 mil operações.

O volume se aproxima dos R$ 21,2 bilhões disponibilizados para a linha de crédito, indicando forte demanda por financiamentos destinados à modernização do transporte de cargas e passageiros.

“O avanço das aprovações mostra que há necessidade real de renovação da frota. O desafio, agora, é transformar esse volume aprovado em emplacamentos, com agilidade na liberação dos recursos e previsibilidade para transportadores, operadores e empresas”, comenta Arcelio Junior.

 

Vendas de caminhões reagem em julho, mas acumulado do ano segue negativo

O mercado de caminhões reagiu em julho, porém o acumulado do ano ainda registra queda de 6,68%. Entre janeiro e julho, foram emplacados 59.215 caminhões, contra 63.453 no mesmo período de 2025.

“A recuperação é resultado, principalmente, do Programa Move Brasil, etapas 1 e 2. Por ser um segmento ligado ao PIB, ao desenvolvimento industrial e ao agronegócio, o transportador avalia cuidadosamente o mercado antes de comprar e acaba renovando sua frota quando enxerga demanda, capacidade de pagamento e segurança para assumir um financiamento de longo prazo”, afirma Arcelio Junior.

 

Setor de ônibus ainda enfrenta dificuldade para se recuperar

O segmento de ônibus continua apresentando maior dificuldade de recuperação. Em julho, os emplacamentos recuaram 2,32% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram licenciadas 2.691 unidades, frente às 2.755 registradas em julho de 2025.

No acumulado do ano, a retração chega a 7,04%. Até julho, o mercado emplacou 15.682 ônibus, ante 16.870 no mesmo período do ano anterior.

Segundo a Fenabrave, o segmento é o que mais demora a reagir entre os veículos pesados, em razão da ausência de programas governamentais durante boa parte do ano.

“No início do ano, o segmento chegou a registrar retração de quase 25% em relação a 2025. A diferença caiu de forma gradual e consistente a partir do segundo bimestre, com a implantação da segunda fase do Move Brasil, que incluiu R$ 2 bilhões em crédito para financiar ônibus”, analisa o presidente da Federação.

 

Renovação da frota impulsiona vendas de implementos

O segmento de implementos rodoviários foi o que apresentou o melhor desempenho entre os pesados em julho. Beneficiado pelos incentivos do Move Brasil, registrou crescimento de 26,87% em relação ao mesmo mês de 2025. Foram emplacadas 7.956 unidades, contra 6.271 em julho do ano passado.

Apesar da forte alta no mês, o acumulado do ano ainda apresenta retração de 3,85%. Entre janeiro e julho, o segmento registrou 40.492 unidades vendidas, frente às 42.112 do mesmo período de 2025.

“Os implementos rodoviários, desde a implantação da segunda etapa do Move Brasil, receberam incentivo para renovação da frota, com taxas menores e prazos mais longos para pagamento, estimulando empresários do transporte, tanto empresas quanto autônomos. Vale ressaltar que esse segmento viveu seu pico de vendas em 2021 e acumula quedas desde então”, afirma Arcelio Junior.

 

Veja também: Volkswagen estreia no mercado de caminhões a biometano com primeira venda

Filha de caminhoneiro, formada em jornalismo, resolveu usar a comunicação para manter a classe bem informada e, com isso, formar novas gerações de motoristas profissionais cada vez melhores para o futuro do país.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Inscreva-se nos nossos informativos

Você pode gostar
posts relacionados