quinta-feira, agosto 13, 2026

Candidato à Presidência coloca segurança pública no centro da campanha com foco no roubo de cargas

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A Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de São Paulo (Fetcesp) está promovendo encontros com candidatos à Presidência da República e ao Governo de São Paulo neste ano. O encontro desta semana foi com Ronaldo Caiado (PSD), quando foram apresentadas as principais demandas do transporte rodoviário de cargas.

O candidato, que deixou o Governo de Goiás para disputar a Presidência da República neste ano, já concorreu ao cargo em 1989. Durante os dois mandatos à frente do governo goiano, teve como principal foco a segurança pública, o que, segundo ele, resultou na redução dos índices de criminalidade e de homicídios no estado.

Ao defender a ampliação desse modelo para todo o Brasil, Caiado afirmou que o “batedor” — equipe de escolta que acompanha algumas cargas — segue apenas até a divisa de Goiás, pois, segundo ele, esse serviço não é necessário dentro do estado. De acordo com o candidato, em 2025 foram registrados 12 roubos de carga em Goiás, enquanto, antes de sua gestão, esse número ultrapassava 500 casos por ano.

 

Planos como o Desenrola não são a solução para o Brasil, diz Caiado

Ao abordar a segurança pública, Caiado afirmou que o crime organizado já atua em grandes empresas, como companhias de ônibus, e possui influência em cargos públicos. Nesse contexto, o candidato disse que a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as duas maiores facções criminosas do país — o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) — como organizações terroristas não ajudará o Brasil.

Segundo ele, o foco do combate ao crime deve ser atingir as lideranças das organizações criminosas. “Não é ir atrás de quem roubou um celular, e sim da cabeça da organização”, afirmou, ao responder sobre a insegurança no transporte de cargas.

Na área econômica e sobre a renovação da frota, Caiado disse ser contrário a programas como o Desenrola. O programa criado pelo governo atual permite a renegociação de dívidas de pessoas físicas.

Na avaliação do candidato, esse tipo de programa não melhora a situação financeira do país nem da população. Em vez disso, ele defende investimentos em infraestrutura e medidas que contribuam para a redução da taxa Selic, atualmente em 14% ao ano. Segundo Caiado, juros menores ampliariam o acesso ao crédito para consumidores e empresas, favorecendo também a renovação da frota de veículos pesados.

Outro tema levantado pelas transportadoras foi a carga tributária e as exigências impostas pela Lei nº 15.485/2026, que penaliza as empresas que descumprem o frete mínimo. Segundo representantes do setor, obrigações como a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) podem elevar os custos operacionais e, consequentemente, o valor do frete.

 

O que o candidato pensa sobre a falta de motoristas?

Questionado sobre a escassez de motoristas no transporte rodoviário de cargas, Caiado afirmou que falta infraestrutura para esses profissionais, a começar pelas rodovias brasileiras. Além de reforçar a segurança pública como prioridade de sua campanha e defender medidas para melhorar a economia e facilitar a renovação da frota, o candidato afirmou que os motoristas precisam de melhores condições de trabalho e de remuneração adequada para o serviço prestado.

 

Veja também: Falta de motoristas no mundo: 2,9 milhões de vagas estão sem preencher em 18 mercados

Filha de caminhoneiro, formada em jornalismo, resolveu usar a comunicação para manter a classe bem informada e, com isso, formar novas gerações de motoristas profissionais cada vez melhores para o futuro do país.

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