quinta-feira, junho 20, 2024

Conhecendo o Novo Kangoo E-tech – elétrico, 800 de carga e muita tecnologia

O segmento de distribuição urbana segue crescendo e ganhando atenção do mercado. Com isso, veículos para atender essa demanda aumentam em número, em nível de tecnologia embarcada e em comodidade para o condutor. Foi por isso que a Renault trouxe o Kangoo E-tech, veículo com capacidade de carga de 800kg, diversos itens de segurança e conforto e um passo a mais na evolução dos veículos elétricos para aplicação urbana. Continue lendo para conhecer esse veículo.

 

Características técnicas do Kangoo E-tech

Uma das primeiras informações que todo mundo quer saber sobre um veículo qualquer é a potência. Porém, para um veículo elétrico, a métrica pode confundir. O Kangoo E-tech tem motor de 90kW. Provavelmente, num futuro não muito distante, esse número ficará claro para todo, mas por enquanto, vale destacar que isso equivale a 120 cavalos.

Uma outra característica sobre veículos elétricos é que eles já apresentam toque máximo logo no primeiro segundo. No caso do Kangoo, esse torque é de 245Nm.

A autonomia é de 210km pela tabela do Inmetro (PBEV), chegando a 329km em ciclo urbano. Essa quilometragem costuma ser suficiente para quem roda na cidade fazendo entregas e coletas, que é o principal público do veículo.

 

E quanto dura o carregamento depois?

Depende do tipo de fonte de energia. A Renault estabeleceu como métrica o tempo que a bateria leva para chegar do 15 ao 80%. Isso porque o ideal é nunca deixar que a bateria baixe de 15%, mas também aumenta a vida-útil dela se o carregamento não passar dos 80%.

Então, considerando levar de 15 para 80% o nível da bateria, o carregamento em uma tomada comum 220v de qualquer casa leva 16h50. Já o carregamento por Wallbox AC (aqueles em postos e locais públicos) leva 6h se for de 7,4kW, 2h40 caso o carregador seja de 11kW e 1h se for 22 kW. Se o carregamento for feito por recarga rápida DC 80kW, aí são apenas 31 minutos.

Vale destacar que a bateria agora tem sistema de refrigeração líquida, o que permitiu à Renault aumentar a garantia dela para 8 anos ou 160 mil quilômetros. O veículo completo tem garantia de 3 anos.

 

Capacidade e uso no dia a dia

O Kangoo E-tech é um veículo para pequenas cargas, são 800kg de capacidade de carga útil e capacidade de tração de 1,5 tonelada. Sendo assim, é um veículo que exige apenas CNH B. Em volume, a capacidade é de 4,3m³.

O baú tem 2,2 metros de comprimento, 1,5 de largura e 1,3 de altura. A porta lateral é deslizante e tem 864mm, ou seja, 86,4 cm, de comprimento. As portas traseiras se abrem no esquema 1/3 – 2/3 e podem abrir a 90° ou até 180°.

Para aumentar a segurança, a montadora removeu as fechaduras lateral e traseira. Agora existe um controle interno de travamento e destravamento dessas portas.

portas do Kangoo E-Tech

Segurança para motorista e passageiro

Itens de segurança são muitos comuns em veículos de maior valor agregado, como carros de luxo e caminhões extrapesados. Agora esses itens começam a ser valorizados também em veículos de trabalho menores.

No caso do Kangoo E-tech, essa segurança está em alguns itens como: 4 airbags, sendo um frontal e um lateral para cada ocupante. Isso previne tanto de batidas frontais e traseiras quanto de laterais e capotamentos.

Acidentes esses que ficam mais raros com itens como controle de estabilidade e controle de tração, presentes no E-tech. O veículo conta também com o assistente de partida em rampa, que segura o veículo por até 3 segundos em subidas íngremes. Esse tempo é mais do que o suficiente para o motorista tirar o pé do freio e levá-lo ao acelerador sem correr o risco de o carro ir pra trás.

Há também o monitoramento da pressão dos pneus, sensor e câmera de ré, sensor de portas abertas e sensor de cinto de segurança dos ocupantes. O veículo vem equipado também com sensor de chuva e sensor crepuscular, ou seja, o carro liga automaticamente os limpadores de para-brisa na chuva e acende os faróis ao entardecer.

O veículo conta também com lâmpadas diurnas, lanternas traseiras e faróis de neblina, tudo LED. Os retrovisores laterais estão mais largos, para diminuir os pontos-cegos. Segundo a montadora, a visibilidade melhorou em 35%.

No compartimento de carga, há diversos ganchos para a fixação da mercadoria.

 

Módulos de direção – segurança = economia

Quando se fala em motorista seguro, automaticamente esse motorista será econômico. No funcionamento de um veículo, uma coisa puxa a outra.

No caso do Kangoo E-tech, ele tem três modos de condução. O B1, que é o modo cruzeiro, serve para rodovias e vias rápidas. Esse modo deixa o veículo mais solto e não usa tanto as frenagens para recarregar a bateria.

O modo B2 é o Drive, ou seja, direção, é o modo que mais se assemelha ao motor a combustão. Carrega um pouco mais a bateria só que não segura tanto o veículo.

O modo B3 é o modo Freio, feito para o anda e para da cidade. Nesse modo, também conhecido como Modo de um único pedal, quando o motorista tira o pé do acelerador, ele já segura o veículo como se estivesse freando. Ele inclusive acende a luz de freio dependendo da velocidade. E quais as vantagens disso?

A primeira vantagem é o tempo de resposta. No anda e para é mais comum precisar do freio, ou porque um veículo te fechou, um pedestre pulou na sua frente, uma moto surgiu do nada, enfim, são muitas essas situações.

Nesses casos, leva-se alguns milésimos de segundo para tirar-se o pé do acelerador e levá-lo ao freio. Esse tempo já pode ser a diferença entre se envolver ou não em um acidente. Entretanto, com o modo B3, esse tempo de resposta diminui, já que assim que o pé para de fazer pressão no acelerador, o sistema já segura o veículo. É mais segurança.

Além disso, o sistema usa toda essa frenagem automática para recarregar a bateria, ou seja, ainda adiciona mais tempo de autonomia à bateria. Consequentemente, o sistema ganha economia, já que vai levar mais tempo para precisar recarregar a bateria ou a recarga será mais rápida.

 

Conforto para o motorista do Kangoo E-tech

O mercado também tem falado cada vez mais em conforto para o motorista mesmo em veículos de trabalho. No caso de um veículo elétrico, o conforto começa no silêncio e na falta de trepidação do funcionamento de motor. Tanto é que parece que o veículo está desligado. Além desses, que são comuns a todos os veículos elétricos, a falta de cheiro de combustível também é outro fator importante.

Mas falando especificamente do Kangoo E-tech, o conforto também se dá pelo ar-condicionado, diversos porta-trecos espalhados pelo veículo. A coluna de direção é ajustável e o banco tem várias regulagens, o que é bom para atender diversos tipos físicos de motoristas.

Ele já vem com o porta-celular para o motorista que usa o GPS ao longo do dia e esse porta-celular ainda pode ser movido de posição de acordo com o gosto do piloto.

 

Preço e custos

Veículos elétricos têm duas características muito marcantes em relação aos tradicionais: eles são bem mais caros e têm custo de operação bem menor. Na teoria, uma coisa compensa a outra.

O Kangoo E-tech chega ao mercado custando R$ 259.990,00. Isso é mais ou menos o dobro de um veículo similar à combustão. Por outro lado, para “encher o tanque” desse veículo, gasta-se mais ou menos uns R$ 30,00, lembrando que com esse valor se roda em torno de 300 quilômetros. Sendo assim, já existe uma grande economia com combustível.

Segundo a montadora, se considerarmos também os custos com revisões, documentação, impostos e manutenções, ao longo de 3 anos o custo total do veículo elétrico é 3 vezes menor.

Segundo os cálculos da Renault, um veículo a combustão gastaria R$ 103 mil nesse período e o Kangoo E-tech gastaria R$ 32 mil. É uma economia de R$ 70 mil, mas que ainda não paga a diferença inicial de preço. Logo, o veículo deve demorar de 5 a 6 anos para se pagar.

Por outro lado, o conforto de não ter ruídos ou trepidações por todos esses anos é algo que não se pode mensurar.

Segundo a montadora, o veículo é válido para quem roda acima dos 180km/dia.

Para ver nosso teste drive no Kangoo E-tech, clique aqui e veja nosso Instagram.

 

Por Paula Toco

 

 

 

 

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