terça-feira, julho 23, 2024

Mercedes-Benz Atego ganha cara nova e versões automáticas

A Mercedes-Benz apresentou a nova linha do Atego 2024, caminhões médios e semipesados aplicados em transporte rodoviário e urbano. As principais mudanças são a “cara nova”, vindas dos veículos pesados, e a opção de caixa automática.

 

Como ficou a “cara nova”?

Com a mudança, o Atego, versões rodoviárias e urbana, adotou o mesmo design do Actros, modelo extrapesado da Merdes-Benz. Entre as novidades estão o novo defletor de ar com atualização aerodinâmica, novo spoiler frontal com farol de neblina e para-choque com acabamento termoplástico.

Os modelos fora de estrada, que seguiram os mesmos traços do Arocs. Destaque para nova grade, defletor de ar, para-choque com estrutura metálica tubular, faróis modulares com substituição individual dos módulos, fixação e protetores de faróis, entre outros. 

Vale destacar que o design robusto da versão off-road estará disponível como opcional para os modelos urbanos, rodoviários e vocacionais por meio do pacote robustez. A principal vantagem destes itens está no aumento do ângulo de entrada do veículo (até 5 graus), que facilita a operação em aplicações severas da construção civil, agropecuária, entre outros. As trações disponíveis são: 4×2, 6×2, 8×2, 6×4 e 8×4. 

 

Linha vocacional do Mercedes-Benz Atego 

Além das mudanças visuais, a linha recebeu dois caminhões vocacionais, um Atego 1729 compactador de lixo e outro Atego 1733 bombeiro, todos dentro das exigências da Euro 6, como, por exemplo, os sistemas de freios ABS, ASR, ESP e ESS.

O Atego 1729, vocacional como compactador de lixo, tem capacidade para 17,1 ton de PBT (peso bruto total), podendo chegar a 24,1 ton de PBT com terceiro eixo instalado. Há duas opções de distância de entre eixos: 3.850 mm (para compactadores de até 15 m³) ou 4.800 mm (compactadores de até 19 m³).

O motor é um OM 926 LA de 6 cilindros e 7,2 litros, compatível com a norma Proconve P8 (Euro 6), 286 cv e 1.100 Nm. 

Seu trem de força conta também com caixa de mudanças automática Allison S3000 P de 6 velocidades, eixo traseiro Meritor 25.168 de uma velocidade e bloqueio de diferencial. A tomada de força na traseira do motor é original Mercedes-Benz, com torque de 600 Nm, e sai de fábrica pronta para implementação, adequando-se à aplicação do veículo.

Mercedes-Benz Atego ganha cara nova e versões automáticas
Imagem: Mercedes-Benz

Atego 1733

O Atego 1733 bombeiro tem PBT de 17,1 ton e distância entre eixos de 4.800 mm, o motor é o OM 926 LA de 6 cilindros e 7,2 litros. A diferença diante do de resíduos é que esse tem 321 cv e 1.250 Nm. Seu trem de força conta com caixa de mudanças automática Allison S3000 P de 6 velocidades, eixo traseiro Meritor 25.168 de uma velocidade e bloqueio de diferencial.

A tomada de força para este caminhão vocacional é do modelo Mercedes-Benz NA 280 C/1,3 para bomba acoplada (opcional), com torque máximo de 600 Nm. Por meio do Centro de Customização da própria Empresa (CTC) é possível implementar tomada de força no cardan e na caixa de transferência.

A caixa automática é um pedido de muitos para os veículos que atuam nesse segmento. Afinal, as mudanças de marchas e o anda e para do dia a dia, acabam desgastando mais os componentes, bem como tornando a viagem do motorista mais cansativa. 

Entre os itens disponíveis para o Atego 1733 bombeiro incluem-se o novo banco para três acompanhantes, para-choque dianteiro off-road ou urbano, e caixa de baterias com tampa.

Mercedes-Benz Atego ganha cara nova e versões automáticas
Imagem: Mercedes-Benz

Como está o futuro da Mercedes-Benz no Brasil? 

Segundo Achim Puchert, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina, a companhia segue confiante quanto ao crescimento e ao desenvolvimento da marca no Brasil. 

“As expectativas, neste início de ano, já são muito boas para dois setores que ocupam posição de liderança na economia brasileira: o agronegócio e a mineração. Além disso, há sinais positivos com o aquecimento do varejo a partir da geração de empregos e da construção civil, devido às grandes obras de infraestrutura do PAC e à programas como o Minha Casa, Minha Vida”, explica o executivo.

“O grande desafio da economia do Brasil segue sendo a velocidade da queda de juros. Embora a taxa de juros esteja caindo, ainda está num nível elevado”, comenta Achim Puchert. “A queda mais acentuada é necessária para recuperar a capacidade de crédito das famílias e das empresas, entre elas os transportadores e os autônomos”.

Achim Puchert destaca ainda que a Empresa também vê com positividade a nova política industrial, que entre outras coisas, inclui o mecanismo de depreciação acelerada, que deve estimular as transportadoras a renovar sua frota de caminhões e ônibus. 

 

Programa Mover

“Além disso, a exemplo de países avançados, apoiamos o programa federal Mover, que traz um norte para o nosso setor, incentivando a descarbonização e desenvolvimento de avançadas e sustentáveis tecnologias no Brasil. Nós, da Mercedes-Benz, acreditamos no Brasil como um polo de tecnologias sustentáveis no futuro. Precisamos de iniciativas sustentáveis, econômicas e sociais somadas ao controle fiscal. Com isso e com uma competição justa em todas as regiões do Brasil, teremos benefícios para o país e para a sociedade”. 

Em 2024, a Mercedes-Benz do Brasil celebrará dois recordes, conforme adianta Achim Puchert: “Vamos comemorar 2,5 milhões de caminhões e ônibus Mercedes-Benz produzidos no país desde 1956. Além disso, ultrapassaremos o marco de mais de 530 mil caminhões e ônibus exportados”.  

 

E os elétricos?

A montadora afirmou que esses veículos já estão no portfólio, porém é preciso entender como e quando chegarão ao Brasil. Segundo Puchert, é preciso haver infraestrutura e vontade dos clientes. Isso porque esses caminhões devem chegar com valores mais altos que as versões a diesel. 

Puchert afirmou ainda que o hidrogênio pode ser uma opção viável no Brasil, pelo potencial de produção local. Por fim, mesmo sem precisar um momento para que o veículo elétrico chegue, o presidente da Mercedes-Benz disse acreditar que o mercado urbano de distribuição seja o primeiro a receber a tecnologia. 

Veja também:Caminhões Mercedes-Benz GenH2 movidos a hidrogênio irão começar a fase de testes em empresas

 

Por Paula Toco e Rodrigo Samy com informações da Assessoria Mercedes-Benz Caminhões & Ônibus 

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