Você é a favor da volta do município e do estado nas placas dos carros? A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3214/23, que determina que as placas veiculares voltem a exibir essas informações, além da bandeira da unidade da Federação.
De autoria do senador Esperidião Amin (PP-SC) e já aprovado pelo Senado Federal, o texto altera o Código de Trânsito Brasileiro. Segundo o autor, a presença dessas informações facilita o trabalho de fiscalização, permitindo que autoridades de trânsito e policiais identifiquem com mais facilidade a origem de um veículo em casos de infrações, roubos, furtos e outros crimes.
O relator na comissão, deputado Hugo Leal (PSD-RJ), recomendou a aprovação do projeto. “A iniciativa também resgata o significado cultural e identitário das placas, reforçando o senso de pertencimento à região e o orgulho local, além de facilitar a identificação de veículos de fora”, afirmou.
Tipos de placas no Brasil
Atualmente, existem diferentes padrões de placas em circulação no país:
1 – Placa cinza (modelo antigo)
2 – Placa Mercosul com brasão, bandeira, lacre e efeito difrativo
3 – Placa com brasão e bandeira e efeito difrativo
4 – Placa Mercosul com efeito difrativo
5 – Placa sem ondas, sem marca d’água e sem efeito difrativo (fora do padrão Mercosul)
Implantação da placa Mercosul
As placas do Mercosul foram criadas em 2010 pelos países membros do bloco — Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela — com o objetivo de padronizar e facilitar a circulação e a fiscalização de veículos. No Brasil, o novo modelo começou a ser implementado em setembro de 2018 e se tornou obrigatório em todo o território nacional em 2020.
Desde então, o padrão passou por diversas alterações promovidas pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
Tramitação do projeto
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania analisará a proposta. Para virar lei, a Câmara e o Senado precisam aprovar o projeto, e a Presidência da República precisa sancioná-lo.
Caso o Congresso aprove e a Presidência sancione a lei, a norma entrará em vigor um ano após sua publicação.
Tá Rodando em Brasília
“Tá rodando em Brasília” é um boletim do Pé na Estrada que mostra os assuntos pertinentes ao mundo dos transportes. Como projetos de lei que estão sendo discutidos na Câmara dos Deputados, Senado ou Presidência.
Todos os tópicos possuem links para que o leitor possa acessar diretamente a proposta e saber mais detalhes. Por fim, vale lembrar que todo cidadão pode e deve cobrar diretamente seus políticos quanto à aprovação ou não dos projetos.
E você, acha que essas informações devem voltar às placas veiculares? Conte sua opinião nos comentários.
Veja também: Vistoria obrigatória para veículos com mais de cinco anos avança na Câmara

Filha de caminhoneiro, recém-formada em jornalismo, resolveu usar a comunicação para manter a classe bem informada e, com isso, formar novas gerações de motoristas profissionais cada vez melhores para o futuro do país.
Completamente a Favor!!!! Questão de Segurança Publica !!!!
com toda certeza deve voltar o municipio e o estado. Ja tinha visto varios policiais comentarem que faziam fiscalizacao com base na localizacao das placas. depois que o governo quis incentivar o banditismo alterou a placa para inibir a fiscalizacao. Mas estamos na torcida para que volte como era para que a fiscalizacao seja mais efetiva.
Sim com nome cidade e estado e com LACRE. Fica muito fácil trocar as placas para os bandidos. E pra que serve a Bandeira do Estado, as pessoas não reconhecem a do próprio… imagina dos outros
Sou completamente a favor é bem melhor com estado e municipio a placa!!!
Sou a favor que conste na placa o nome do município e estado do veículo. Isso ajuda na segurança do cidadão.
Não sou a favor de jeito nenhum, só vai honerar o bolso do motorista com troca de nova placa . Existe mais coisas para se preocupar, tipo melhoria e segurança nas estradas.
Eu quero que volte a placa com cidade e estado vota para voltar
sou totalmente a favor ,que consta o nome do município para melhor a segurança do povo cidadão.
Totalmente contra, por uma série de razões:
– No modelo atual, se você muda de cidade ou estado, não precisa trocar a placa física do carro, apenas atualizar o registro digital.
– Taxas e estampagem: com o retorno do nome da cidade, qualquer mudança de domicílio exigiria a compra de uma nova placa (ou de uma nova tarjeta, caso o design seja alterado), gerando gastos extras com taxas de Detran e empresas de estampagem.
– Frequência de mudanças: em um mercado de trabalho dinâmico, onde as pessoas mudam de cidade com frequência, o custo acumulado ao longo da vida útil do veículo será significativo.
– Complexidade logística e burocracia: a placa Mercosul foi desenhada para ser um sistema unificado e simplificado.
– Gestão de estoque: para os fabricantes de placas, manter o nome do município exige uma logística muito mais complexa. Sem a cidade, a placa é um item “genérico” até ser vinculada a um chassi. Com a cidade, o controle de estoque e a distribuição tornam-se mais custosos e lentos.
– padronização internacional e segurança: o sistema atual facilita a circulação de veículos entre os países do bloco (Estados membros: Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai. E Estados associados: Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname). A inclusão de dados muito específicos de um único país pode dificultar essa integração visual e sistêmica, impedindo que policiais e agentes de trânsito de qualquer desses países identifique imediatamente o veículo como estrangeiro regularizado, ou produto de furto ou roubo.
– Impacto no valor de revenda e comércio de usados: atualmente, um carro com placa de qualquer lugar do Brasil é visto da mesma forma em uma negociação de venda.
– Preconceito regional: no sistema antigo, compradores muitas vezes evitavam veículos de determinadas cidades ou estados devido a preocupações com a conservação das estradas daquela região ou incidência de maresia em cidades litorâneas. Sem a cidade na placa, o foco da venda recai sobre o estado real de conservação do veículo, e não sobre sua origem geográfica.
– Segurança e privacidade: embora alguns argumentem que saber a cidade ajuda a identificar “estranhos” em bairros pequenos, há um contra-argumento de segurança pessoal: um condutor com veículo com placa de uma cidade distante pode ser identificado mais facilmente como um “turista” ou alguém que não conhece a região, tornando-o um alvo preferencial para abordagens criminosas ou golpes de estrada.
– Eficiência tecnológica: a identificação visual da cidade é um conceito analógico que já se tornou obsoleta.
Fiscalização digital: hoje, a polícia e os sistemas de monitoramento nacional (radares e câmeras inteligentes) identificam a procedência do veículo instantaneamente através da leitura da placa e da consulta ao banco de dados (RENAVAM). Para as autoridades, a informação impressa na placa é menos confiável e lenta do que o dado digital.