quarta-feira, maio 25, 2022

Brigar no trânsito é infração? Dá multa? No futuro pode ser que sim

A Câmara dos Deputados está discutindo o Projeto de Lei 4187/21, que pretende transformar em infração de trânsito o ato de brigar ou discutir no trânsito. A ideia do projeto é punir quem parar o veículo na pista de rolamento ou no acostamento ao se envolver em brigas ou discussão no trânsito.

Esta notícia também está disponível em áudio. Para ouvi-la, clique abaixo.

Como punição, o PL classifica a infração como grave, acarretando multa de R$ 195,23 e recolhimento da CNH. A suspensão do direito de dirigir seria, primeiramente, entre dois e oito meses. Se o motorista for reincidente, ou seja, se for pego novamente brigando no trânsito, teria a CNH retida entre oito meses e dois anos. A habilitação seria devolvida após o prazo estipula e a comprovação de que o motorista fez um curso de reciclagem.

Deputado Studart defende que brigar no trânsito deve ser considerado infração
Deputado Studart defende que brigar no trânsito deve ser considerado infração
Imagem: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O autor do projeto é o Deputado Célio Studart (PV-CE), que afirma que brigas de trânsito estão cada vez mais comuns e que, às vezes, levam até a mortes. Isso sem falar no transtorno e perigo para os demais motoristas e usuários da via.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovado, segue para o Senado e, em seguida, se aprovado, vai para a presidência.

Tá Rodando em Brasília

Tá rodando em Brasília é um boletim do Pé na Estrada que mostra os assuntos pertinentes ao mundo dos transportes, como projetos de lei que estão sendo discutidos na Câmara dos Deputados, Senado ou Presidência.

Todos os tópicos possuem links para que o leitor possa acessar diretamente a proposta e saber mais detalhes.

Por fim, vale lembrar que todo cidadão pode e deve cobrar diretamente seus políticos quanto à aprovação ou não dos projetos.

Por Paula Toco

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